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Conheça o Xiaomi SU7

Sabia que existe um carro da Xiaomi, amigo condutor?! A marca famosa pelos celulares e acessórios eletrônicos lançou seu primeiro automóvel elétrico, em dezembro de 2023.

Conheça todas as particularidades e as polêmicas que têm envolvido o SU7, o carro Xiaomi. Confira!

Como é o Xiaomi SU7? 

Xiaomi faz um carro SU7 a cada 76 segundos com apenas 20 funcionários 

Quanto custa o Xiaomi SU7? 

Quantos cavalos tem o Xiaomi SU7? 

Novo carro elétrico da Xiaomi chega ao mercado e decepciona clientes 

Qual o problema do SU7?

Quais os concorrentes do SU7?

História da Xiaomi

Dica da Zapay: confira 7 dicas para vender o seu carro usado.

Como é o Xiaomi SU7? 

O Xiaomi SU7 será lançado em três versões, com diferentes opções para autonomia e desempenho. A versão de entrada, com valor de 215.900 yuans (148.900 reais), já tem um preço bastante competitivo no mercado, uma vez que, no Brasil, este é o preço praticado em SUV compactos a combustão.

Tal versão conta com bateria de 73 kWh, com 700 quilômetros de autonomia no ciclo chinês (aproximadamente 490 quilômetros no Inmetro). Este sedan faz de zero a 100 km/h em apenas 5,28 segundos, com máxima nos 210 km/h.

Há ainda a versão intermediária, SU7 Pro, com autonomia estendida para 830 quilômetros. Este carro faz de zero a 100 em 5,7 segundos. O SU7 Pro apresenta sistema de direção semiautônoma Xiaomi Pilot Max. O valor é de 245.900 yuans.

Finalmente, a versão topo de linha, Xiaomi SU7 Max, chega com motores duplos, acelerando de zero a 100 km/h em 2,78 segundos, além de atingir a velocidade máxima de 265 km/h. 

O interior do carro tem acabamento especial, com volante clássico do tipo D, condução inteligente de um botão, além de uma variedade de controles acessíveis ao condutor. A versão topo de linha custa 299.000 yuans, o que equivale a cerca de um terço do valor de um Taycan Turbo na China.

De acordo com a Xiaomi, o SU7 recebeu enorme atenção no stand da marca de eletrônicos durante o MWC 2024, em Barcelona (Espanha). Não à toa, o número de pedidos na fase de pré-venda foi enorme: 88.998 pedidos apenas nas primeiras 24 horas. O total de interessados na pré-venda ultrapassou os 120.000 pedidos.  

Gostou a novidade da Xiaomi, amigo condutor, não é mesmo? Mas você sabe o que avaliar para comprar um carro novo? Confira neste artigo especial sobre o tema.

Xiaomi faz um carro SU7 a cada 76 segundos com apenas 20 funcionários

O Xiaomi SU7 conta com automação elevadíssima da planta, o que permite que a cada 76 segundos saia um novo veículo na linha de montagem. Sim, amigo condutor, a cada dois minutos já tem um veículo pronto e um segundo na metade do caminho no processo de produção.

Trata-se da competência da Xiaomi Super Factory, localizada em Shangai (China), que conta com 700 robôs e somente 20 funcionários (humanos) que atuam no chão da fábrica. Para se ter uma ideia da organização, apenas na linha de montagem, são 381 robôs, sendo que nesta parte ficam ainda os poucos operários da fábrica. Todas as etapas são automatizadas, desde as chapas que vão para as prensas até a armação da carroceria, o que inclui ainda a inspeção técnica, o que dispensa uma pessoa.

Ainda: depois que o carro é pintado, já na linha final do processo, os para-brisas e as rodas são também colocadas por robôs.

Para se ter uma ideia, em uma concessionária grande, há mais profissionais trabalhando do que nesta fábrica robotizada da Xiaomi. Tal cenário, indica que o custo de mão-de-obra da montadora é bastante baixo e, mesmo na China, a redução será substancial – imagine, então, uma fábrica nestes moldes na Europa, na América do norte ou ainda no Brasil. 

É essencial frisar que há mais pessoas nas zonas periféricas da fábrica e dos fornecedores, porém a Xiaomi Super Factory é um exemplo acerca de como a automação chegou em um nível onde apenas poucos imaginam.

Os robôs da Xiaomi são os responsáveis também por colocar dobradiças e assentos, apertar parafusos, dentre outras tarefas que um ser humano executa na linha de montagem – porém, com precisão milimétrica. 

Como peças e componentes são transportados por 181 veículos remotos AMR, a fábrica dispensa ainda motoristas para o abastecimento da linha de montagem.

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Quanto custa o Xiaomi SU7? 

No mercado chinês, o Xiaomi SU7 custa cerca de 216.000 yuans, em sua versão de entrada – o que equivale a aproximadamente 150.000 reais.

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Quantos cavalos tem o Xiaomi SU7? 

Este sedan faz tanto sucesso na China, que os entusiastas do modelo fazem filas que vão até a madrugada para que possa dar algumas voltas como veículo.

E não é à toa, afinal, trata-se de um carro de presença, com 4,99 metros de comprimento e repleto de tecnologia e potência. O SU7 conta com uma tela com resolução de 3k, além do sistema operacional Hyper OS.

E a potência? O Xiaomi SU7 tem versão com até incríveis 73 cv de potência! 

Novo carro elétrico da Xiaomi chega ao mercado e decepciona clientes 

Mas nem tudo são flores para o Xiaomi SU7. Apesar de ser uma marca extremamente popular no Brasil quando o assunto são celulares e acessórios, o mesmo não ocorre com os veículos (que, aliás, ainda nem chegaram ao nosso país).

O plano da marca chinesa quanto ao mercado automotivo é bastante ousado – tanto que, antes mesmo do lançamento, o Xiaomi SU7 prometia, segundo a montadora, incomodar o Porsche Taycan e o Tesla Model 3. Porém, nem tudo saiu como o planejado para o novo veículo elétrico.

Os clientes que fizeram a escolha pela compra imediata do SU7 somam diversas reclamações – alguns relatos envolvem até mesmo acidentes com o carro. Essa impressão ruim, fez com que muitos outros condutores desistissem da compra ou, ao menos, despertou muita incerteza quanto se seria uma experiência válida.  

Qual o problema do SU7?

Segundo relatos registrados pelos proprietários do Xiaomi SU7, um dos principais problemas deste lançamento é o tempo de espera para que o consumidor tenha acesso a determinadas versões. Por exemplo, quem comprou a versão SU7 Pro terá que aguardar entre quatro e cinco meses para receber o carro. No caso dos proprietários da versão topo de linha, a espera é de cerca de sete meses.

Por conta desse cenário desanimador de espera, muitos clientes desistiram da compra. Mas isso implica em outras dores de cabeça e de bolso: apesar da desistência confirmada, muitos consumidores não estavam conseguindo receber o dinheiro de volta. 

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Quais os concorrentes do SU7?

Existem principalmente dois concorrentes diretos ao SU7: o Tesla Model 3 e o Porsche Taycan. Vamos ver um pouco mais sobre os dois modelos?

Primeiro vamos detalhar tudo sobre o Tesla Model 3. Ele chegou à sua primeira reestilização de forma discreta e com mais autonomia. Só falta a empresa revelar se houve mudanças mecânicas para isso.

O seu visual foi remodelado com uma frente mais limpa, para-choque mais liso e novas lanternas traseiras em formato de C. O logotipo da Tesla deixa de aparecer na traseira e ficou apenas o nome em escrito com letras espaçadas.

Já seu interior teve muitas mudanças, com novas forrações de porta que se conectam ao desenho do painel. Também passou a ter uma nova faixa de iluminação ambiente personalizável. Todos os comandos seguem concentrados em uma tela sensível ao toque com 15,4 polegadas.

O fabricando diz que a moldura da tela é menor e o brilho foi aprimorado. Uma outra tela de 8 polegadas fica entre os bancos dianteiros para que os ocupantes de trás tenham controles de clima e entretenimento.

O carro também ficou mais aerodinâmico, porém a Tesla não deu informações sobre motores ou baterias.

A opção com tração traseira passou de 491 km para 512 km, e o Long Range com dois motores e tração integral passou de 602 km para 629 km. As medições são no formato europeu WLTP. As velocidades de carregamento permanecem as mesmas para ambas as versões.

E vieram ainda mais novos recursos: i vidro acústico em todas as janelas, um novo sistema de som de 17 alto-falantes e bancos dianteiros ventilados. A empresa confirma que fez reforços na suspensão e no chassi, mas os detalhes vamos saber com a opinião dos motoristas.

Infelizmente o tempo para recarregar ainda é um problema, mas que vem sendo amenizado pela indústria automotiva conforme a tecnologia vai evoluindo. 

A Porsche foi esperta nesse sentido com o novo Taycan, que chegará ao Brasil em 2025. Além de deixar o esportivo ainda mais potente e com maior autonomia, o elétrico agora também leva menos tempo para ser recarregado.

Em estações de recarga de 800 volts, por exemplo, pode ser carregado com até 320 kW – isso é 50 kW a mais do que antes. Na prática, no Taycan atual, o tempo de carga de 10% a 80% é feito em 37 minutos. Sob as mesmas condições, o carro atualizado leva apenas 18 minutos, mesmo com sua capacidade de bateria maior.

O Taycan possui uma força bruta de 105 kWh, contra 93 kWh da versão anterior. Dependendo da variante de carroceria e motor, a autonomia foi aumentada em até 35%. Na linha atual, o Taycan de maior alcance é o 4 GTS, capaz de rodar até 318 km com uma carga, segundo números do Inmetro.

A reestilização afetou não apenas a estética mais também o desempenho do carro. O Taycan e o Taycan Turbo S atingem os 100 km/h em 4,8 segundos e 2,4 s, respectivamente. Isso os torna 0,6 e 0,4 segundos mais rápidos do que as versões anteriores. 

Já o aumento de potência ficou entre 82 cv e 190 cv. Desta forma, a versão topo de linha agora beira os 1.000 cv, com seus 952 cv de potência.

Os modelos que foram atualizados vêm com suspensão a ar adaptativa de série. A nova suspensão Porsche Active Ride pode ser encomendada como um opcional para as versões de tração integral.

E, é claro, as melhorias mecânicas vêm sempre acompanhadas de mudanças estéticas. No Taycan o que muda são os faróis com tecnologia LED Matrix e as lanternas traseiras com o logotipo da Porsche em 3D. Ele é iluminado e faz uma animação toda vez que o carro é ligado.

Na parte interna, a Porsche atualizou as centrais multimídias que ficam à disposição do motorista e a tela opcional à frente do passageiro. O seletor dos modos de condução, localizado no volante, agora vem como item de série.

História da Xiaomi

De origem chinesa, a Xiaomi tem sede em Pequim e foi fundada em 2010 por Lei Jun. Ela nasceu como uma companhia especialista em hardwares, softwares e serviços de internet. 

Com seus produtos presentes em mais de 80 países e regiões, a marca se destaca na fabricação de smartphones e tem grande expressividade, principalmente, no mercado asiático. 

O tempo passou e hoje seu portfólio de produtos inclui roteadores, Smart TVs, set-top-boxes, aparelhos vestíveis, dispositivos inteligentes, entre outros produtos eletrônicos e acessórios.  

Segundo dados da empresa, a interface MIUI, que funciona sobre a plataforma Android, foi adotada por mais de 270 milhões de usuários, em todo o mundo. Além disso, a marca tem o registro de mais de 40 milhões de smartphones vendidos. 

Depois de um ano da sua chegada ao Brasil, em 2015, a empresa deixou de trazer seus lançamentos, dando sinais de que não tinha planos de seguir atuando no país. 

Sendo assim, a Xiaomi encerrou suas atividades, em território brasileiro, no segundo semestre de 2016. Porém, retornou novamente em 2019, em parceria com o grupo DL, que atua como distribuidor oficial. 

O momento de maior destaque da empresa foi em 2019, ano em que marcou presença na lista Global Fortune 500, pela primeira vez. Na classificação das 500 maiores corporações em todo o mundo, de acordo com a receita, a Xiaomi ocupou a 468ª posição geral e a 7ª posição na categoria “serviços de internet e varejo”. 

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