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Como passar com o carro na lombada ou no quebra-molas?

Atenção. Cuidado. Velocidade diminuída. E, então, é só seguir em frente. Esses simples passos são mais do que necessários quando estamos conduzindo em vias públicas, não é mesmo?! São orientações que podem ajudar os motoristas a evitarem acidentes e também prejuízos em seus veículos – e no bolso -, quando o carro, a moto ou ainda o caminhão passa por um quebra-molas

O barulho ao passar no quebra-molas sem perceber é bastante característico, afinal é seu veículo raspando ali no asfalto. Não raro, o próprio condutor emite um “ai”, de lamentação por não ter se atentado à indicação para diminuir a velocidade e evitar problemas na lataria, ou nas peças no carro, ou ainda acidentes envolvendo pedestres e outros veículos.

Mas as lombadas não são as vilãs do trânsito: elas estão fixadas em locais estratégicos para lembrar o motorista de reduzir a velocidade, para deixar mais organizado o fluxo – além de mais seguro e democrático para todos os cidadãos.

Neste conteúdo, tire todas as suas dúvidas sobre as lombadas, conheça dicas para não preservar seu carro no trânsito e quais os cuidados especiais todo condutor deve ter com este instrumento preventivo quando seu veículo trafega. Confira!

O que são lombadas no trânsito?

O que a lei diz sobre quebra-molas?

O que acontece se passar rápido na lombada?

Qual a marcha ideal para passar no quebra-molas?

 

O que são lombadas no trânsito?

O trânsito precisa de organização e segurança, certo? Afinal, ele é composto por motoristas, pedestres, ciclistas, entre outros indivíduos que estão se locomovendo. Ou seja, é necessário controlar a velocidade de cada um para que o trânsito seja fluido e para que acidentes possam ser evitados.

Pensando neste contexto, você sabe o que seria quebra-molas ou lombada ou ainda uma lomba? Pode ainda ser conhecida como ondulação transversal. São muitos nomes, mas a explicação é simples: trata-se de uma rampa utilizada em vias públicas (como ruas e rodovias) para a redução de velocidade dos veículos. As lombadas são feitas de asfalto ou concreto e estão presentes em todas as cidades brasileiras. Se você saiu à rua hoje, com certeza viu uma lomba ou ainda passou por cima de uma, reduzindo a velocidade.

As lombadas podem ser facilmente vistas por conta de dois fatores. O primeiro é por conta da pintura que toda lombada tem – ela é sempre pintada com faixas amarelas transversais, para que o condutor obrigatoriamente a veja para reduzir a velocidade. O segundo é justamente a velocidade dos veículos. É preciso estar sempre dentro de uma velocidade segura para que o condutor esteja apto para perceber todos os sinais de trânsito e também potenciais anormalidades em seu entorno – afinal, prevenir acidentes é um dever de todos nós. 

O fator velocidade pode pesar também no bolso do motorista. Passar por uma quebra-molas muito rápido pode danificar o veículo (este instrumento de trânsito não ganhou este apelido à toa, não é mesmo…?!) e também causar acidentes. Mas é sempre bom lembrar que existe uma sinalização prévia, com placa amarela, avisando o condutor que ele encontrará uma lombada a poucos metros. Portanto, fique muito ligado nas vias públicas quanto à sinalização e evite surpresas. 

O que a lei diz sobre quebra-molas?

Toda a lógica para implementação de lombadas passa por estudos e avaliações técnicas. Desse modo, a implementação e a presença de ondulações transversais estão previstas na legislação de trânsito, o Código de Trânsito Brasileiro.

Segundo a Resolução nº600, de 24 de maio de 2016, do CONTRAN (Conselho Nacional de Trânsito), ficam estabelecidos:

“Os padrões e critérios para instalação de ondulação transversal (lombada física) em vias públicas, disciplinada pelo parágrafo único do art. 94 do Código de Trânsito Brasileiro e proíbe a utilização de tachas, tachões e dispositivos similares implantados transversalmente à via pública”.

O art. 1º da Resolução explica ainda que as ondulações transversais podem ser utilizadas naqueles locais onde haja necessidade de redução de velocidade dos veículos, de maneira imperativa. Esta aplicação é dada em casos onde o “estudo técnico de engenharia de tráfego demonstre índice significativo ou risco potencial de acidentes cujo fator determinante é o excesso de velocidade praticado no local e onde outras alternativas de engenharia de tráfego são ineficazes”. Ou seja, reforça que cada um dos quebra-molas instalados estão ali por uma razão técnica comprovada e explicada, em prol do bem-estar e da segurança de todos no trânsito.

Vale lembrar que a implementação de qualquer lombada quebra-molas depende diretamente de autorização expressa de autoridade de trânsito com circunscrição sobre a via. Em outras palavras: não cabe ao cidadão comum construir ou instalar uma ondulação transversal em um trecho que ele julgue ser necessário. É necessário que a prefeitura e/ou a autoridade de trânsito de sua cidade faça a averiguação, o estudo técnico e, caso seja comprovada a necessidade da instalação da lombada, a construção do instrumento (lomba) em via pública. Caso um cidadão comum instale uma lombada irregular na rua, por exemplo, tal ato é considerado uma infração, passível de multa e punição criminal por danos materiais e por homicídio.

A Resolução nº600/2016 destaca ainda que existem dois tipos de ondulação transversal: A e B.

Conheça as lombadas Tipo A e Tipo B

  1. Lombadas Tipo A: podem ser instaladas onde ocorre a necessidade de limitar a velocidade para 30km/h, em rodovias (somente em travessia de trecho urbanizado), via urbana coletora e via urbana local.
  2. Lombadas Tipo B: podem ser instaladas somente em via urbana local em que não circulem linhas regulares de transporte coletivo e não seja possível implantar a ondulação transversal do Tipo A, reduzindo pontualmente a velocidade máxima para 20 km/h.  

Mas se passou pela sua mente que as lombadas são instaladas e lá deixadas sem monitoramento, saiba que este é um pensamento errôneo. O artigo 4º da Resolução 600/2016 garante que, “após o período de um ano (365 dias) da implantação da ondulação transversal, a autoridade com circunscrição sobre a via deve avaliar o seu desempenho, por meio de estudo de engenharia de trafego”. Se a ineficácia for comprovada, outra solução de eficácia para o fluxo do trânsito deve ser implementada pelos órgãos responsáveis.

Toda lombada que é instalada em via pública precisa de ter uma comunicação eficaz com os condutores de veículos e pedestres. Segundo o artigo 6º da Resolução, por esta razão, e para evitar qualquer desordem no fluxo do transito, a colocação de ondulação transversal na via apenas é permitida se acompanhada da devida sinalização viária, constituída de, no mínimo: placa com sinal R-19 e placa com sinal de advertência A-18.

Conheça as placas de trânsito:

  1. Placa com sinal R-19 – designa a velocidade máxima permitida, regulamentando a velocidade em 20km/h, quando se utilizar a ondulação Tipo A, e em 20km/h, quando se utilizar a ondulação transversal Tipo B, sempre antecedendo o dispositivo.
  2. Placa com sinal de advertência A-18 – representa “saliência ou lombada”, antes da ondulação transversal e é colocada de acordo com os critérios estabelecidos pelo Manual Brasileiro de Sinalização de Trânsito.
  3. Placa com sinal de advertência A-18 – também representa “saliência ou lombada”, com seta de posição, colocada junto à lomba, de acordo com os critérios estabelecidos pelo Manual Brasileiro de Sinalização de Trânsito.

Para saber mais sobre a Resolução nº600, de 24 de maio de 2016, do CONTRAN, acesse este documento.

 

O que acontece se passar rápido na lombada?

Passar rápido por uma lombada é um deslize bastante perceptível pelo motorista e pelos passageiros, devido ao barulho feito no atrito entre o carro e o concreto e/ou asfalto e também por conta das marcas deixadas na carroceira do carro na hora da batida.

Não se atentar às lombadas é um dos motivos que podem fazer o seu carro se deteriorar mais rapidamente, portanto é um prejuízo bastante indesejável devido aos gastos gerados e também à queda do valor do veículo.

Ao passar desatentamente pelo quebra-molas, pode acontecer torção da carroceira do veículo. Tais torções podem trazer como consequência o rompimento de pontos de solda, o que gera estalos e barulhos difíceis de serem diagnosticados. 

Ainda, quando o motorista passa pela lombada com velocidade alta os acabamentos internos feitos de plástico do carro também são prejudicados. Por conta das torções na carroceria, esses acabamentos internos passam a fazer rangidos bastante incômodos no carro.

Vale muito a pena prestar atenção ao passar pelas lombadas para evitar prejuízos e efeitos nocivos em partes como amortecedores, molas e terminais de direção. Portanto, fique sempre atento.

Se você é proprietário de um veículo blindado, a atenção deve ser redobrada, pois trata-se de um automóvel mais pesado, devido ao material utilizado na blindagem, o que aumenta ainda mais o impacto na carroceria.

Lembre-se: uma vez que seu carro está blindado, você está transportando cerca de 200 quilos a mais toda vez que sai com o carro. Imagine todo este peso passando rapidamente por uma lombada repetidas vezes?! Impossível sair dessa situação sem nenhuma consequência em seu automóvel.

Outro ponto a ser considerado é que, ao passar em alta velocidade por uma lombada, pode ser que as quatro rodas (ou duas, no caso de motos) de seu veículo saiam do contato que estão tendo com o asfalto. Ou seja, o carro subirá brevemente no ar, sem sustentação. Essa ação dura poucos segundos, mas pode ser o suficiente para que ocorram acidentes envolvendo o carro que cometeu o deslize, outros veículos no trânsito, além de pedestres e imóveis. Portanto, ser prudente e respeitar o entorno pode evitar problemas de vários tipos.

Desse modo, independentemente de qual é o modelo, o ano e o tamanho do seu veículo, o ideal é sempre passar pelas ondulações transversais em baixa velocidade e, de preferência, perpendicularmente.

Qual a marcha ideal para passar no quebra-molas?

Avistou a sinalização indicando um quebra-molas logo adiante? Fique tranquilo e siga estas dicas para continuar tendo uma direção segura, defensiva e com respeito a todos no trânsito.

Assim que você, motorista, avistar uma lombada, é preciso pisar no freio, com o objetivo de diminuir a velocidade de seu automóvel, moto ou caminhão. Quanto mais suave for o processo, melhor – isso indica que você está em uma velocidade mais baixa e também atento ao que está acontecendo no trânsito.

Em seguida, você deve diminuir as marchar de seu veículo, uma a uma. O objetivo deste passo é que você chegue até a segunda marcha. Ou seja, se você estiver dirigindo em uma velocidade que pede a quarta marcha, você deverá frear e mudar as marchas para terceira e, finalmente, até a segunda para poder passar por cima da lombada. Atenção: é preciso passar pela lomba de segunda marcha e sem pisar na embreagem.

Além da velocidade, a posição que o carro se encontra é crucial para evitar qualquer tipo de problema, desgaste ou prejuízo no veículo ao passar pelo quebra-molas. Para isso, seu automóvel deve estar sempre alinhado ao passar por uma lombada. Nunca tente utilizar atalhos e macetes populares que podem estragar peças e parte do seu carro – por exemplo, nunca atravesse a lomba com o carro de lado. O que pode parecer mais prático, na verdade, pode lhe trazer inúmeros problemas. 

O próximo passo é retomar a velocidade na sequência, aumentando a marcha para terceira e assim por diante. Ou seja, se você estava na quarta marcha quando avistou a lombada, foi preciso frear e mudar a marcha para terceira e, depois, para segunda; saindo da lombada, você deve aumentar a velocidade e, consequentemente, a marcha – primeiro indo para terceira e, depois, de volta à quarta marcha, se for a necessidade.

Se você tem carro mais baixo ou com algum tipo de rebaixamento, o cuidado deve ser redobrado ao passar por um quebra-molas, pois o risco de danificar seu carro é maior.

Regra válida para todos: respeitar os limites de velocidade da via pública é mais do que necessário para evitar acidentes. Faça sua parte.

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