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Vistoria Reprovada: Descubra o que fazer

Quer saber mais sobre a vistoria reprovada por quilometragem? Outras informações sobre vistoria cautelar? O que é o laudo cautelar veicular, por exemplo? 

Então, vem com a Zapay que a gente conta tudo sobre laudo veicular e o que reprova na vistoria do DETRAN.

O que fazer quando a vistoria é reprovada por quilometragem? 

O que mais reprova na vistoria? 

Onde pagar a taxa de revistoria?

O que fazer quando a vistoria é reprovada por quilometragem?

Caso um veículo tenha sua vistoria reprovada por quilometragem, isso vira realmente um motivo de preocupação. Tudo porque, provavelmente, houve uma adulteração da quilometragem e será necessário entrar na Justiça em busca de reparação.

Esse é o procedimento para os casos em que a quilometragem coletada na vistoria anterior à atual não correspondia à realidade fática do veículo vistoriado, conforme registro fotográfico, ou quando o hodômetro atinge seu limite de contagem e é reiniciado.

Lembrando que a pessoa que deve solicitar isso deve ser, necessariamente, o proprietário do veículo ou seu representante/procurador/despachante. Isso pode ser feito em qualquer Unidade de Atendimento do DETRAN-SP (Departamento Estadual de Trânsito de São Paulo).

Lá, ela deve apresentar apenas o laudo cautelar bloqueado (a data de validade do laudo não deverá ser observada), pois não é exigido preenchimento de formulário ou declaração de responsabilidade.

Caso seja constatado que o bloqueio do laudo se deu devido a erro de coleta da quilometragem no laudo anterior ou devido ao reinício da contagem do hodômetro, o laudo bloqueado será desbloqueado e o laudo anterior (do qual consta a coleta inconsistente ou a última contagem do hodômetro antes de seu reinício) será cancelado.

Então, o procedimento volta à estaca zero. O cidadão será orientado a retornar à ECV (Empresa Creditada de Vistoria) que gerou o laudo bloqueado para realizar uma nova vistoria.

Dor de cabeças com o carro
Evite ter dor de cabeça com sua vistoria, veja abaixo o que mais reprova na vistoria

O que mais reprova na vistoria?

Prestando atenção em cada etapa do processo de vistoria do veículo, é essencial que o proprietário tenha certeza de que todos os itens de segurança e equipamentos obrigatórios estão 100% em ordem, assim como com os tributos relacionados ao automóvel em dia. 

Além disso, é fundamental conhecer sobre a emissão de poluentes do carro, pois esses itens podem acarretar multas em caso de estar fora das regras previstas por lei. De modo geral, o vistoriador não utiliza aparelhos eletrônicos para tal medição.

Mas existem exceções, como é o caso de São Paulo. No estado paulista, a vistoria sempre conta com dois aparelhos de medição: o parquímetro e o medidor de espessura. É importante frisar que a vistoria veicular é diferente da inspeção veicular. 

Já no segundo são analisados apenas os aspectos físicos do automóvel. A inspeção é feita por pessoas com conhecimento técnico especializado, que analisam, por meio de equipamentos, itens como a poluição do veículo.

Na vistoria, é realizada a análise dos itens de segurança e equipamentos obrigatórios do automóvel. Eles são aliados para a segurança do veículo e de seus ocupantes, bem como para a segurança dos condutores de outros carros. Abaixo, vemos os itens que serão avaliados na vistoria.

Faróis e faroletes

Irá ser verificado a integridade dos invólucros e se as luzes estão em ordem. O vistoriador vai checar se estão funcionando:

  • Luz de freio;
  • Luz de ré;
  • Luz de placa;
  • Farol alto;
  • Farol baixo;
  • Setas.

Essa etapa é fundamental, pois indica se a sinalização do veículo está em boas condições.

Espelhos retrovisores

É impossível dirigir com o mínimo de segurança sem estar atento aos retrovisores. Nesse segundo momento, é feito uma avaliação dos dois espelhos retrovisores da parte exterior do veículo e do espelho central interior. Se estiverem nas condições ideiais, a avaliação segue.

Limpadores de para-brisa

A vistoria nos limpadores é uma forma de garantir que o motorista esteja seguro e tenha boa visão nos dias de chuva ou neblina. Caso o vidro embace, são esses leves notáveis que vão resolver o problema. Mas, claro, para que eles consigam exercer tal função, é fundamental que os limpadores sejam trocados com certa frequência.

Itens de segurança

Os itens de segurança são uma das partes mais importantes da vistoria veicular e, curiosamente, negligenciada por dezenas de motoristas. É a etapa mais delicada e que pode ensejar reprovação imediata. É nesse momento que são verificados dispositivos de segurança, como:

  • Cintos de segurança;
  • Extintor de incêndio;
  • Triângulo;
  • Macaco;
  • Chave de fenda (ou outra ferramenta para remoção das calotas).

Os itens de segurança deverão estar em pleno funcionamento e em conformidade com as normas. É obrigação do motorista zelar pela integridade dos artigos de segurança do seu carro e manter o extintor de incêndio dentro da validade, além de garantir cintos de segurança em boas condições e as outras peças em perfeito funcionamento.

Pneus

Pneus “careca”? Nem pensar! O estado de integridade e conservação dos pneus do veículo também é analisado durante a inspeção veicular. Situações como pneus “carecas”, por exemplo, levam a uma reprovação instantânea, pois prejudicam a estabilidade do veículo e a capacidade de frenagem, sendo a causa de acidentes graves. 

Por esse motivo, todos os pneus devem ser novos ou então ter pouco tempo de uso.

Para ver isso, o vistoriador olha com atenção os sulcos e os “cabelinhos” do pneu, presentes em pneus novos e facilmente identificáveis. Os sulcos são medidos por meio do parquímetro. Além disso, há a análise de outro item do pneu chamado TWI (Tread Wear Indicator), que mostra se o pneu está em condições de rodar.

Itens de identificação

Os chamados itens de identificação são a parte em que é avaliada a originalidade do veículo, mostrando que ele é único perante a toda frota do Brasil e do mundo. Esses identificadores o tornam diferente de qualquer outro, ainda que de mesma cor, marca e modelo. Entre os itens que são verificados nesta sessão, estão:

  • Número de identificação de chassi;
  • Etiquetas do veículo;
  • Numeração dos vidros;
  • Numeração no motor.

Essa numeração deve estar de acordo com a documentação do automóvel. Caso não esteja, o carro fica sob suspeita de ter passado por algum tipo de fraude. Complemente isso ao consultar veículo pela placa.

Buzina

Às vezes, esquecida pelos condutores, a buzina é outra parte que passa pela vistoria veicular. Sabendo disso, para não ser reprovado durante a avaliação, é necessário que a buzina esteja funcionando de forma adequada.

Vidros

O vistoriador também irá analisar o estado dos vidros do veículo. Se houver trincos ou rachaduras, o resultado pode não ser o que o condutor gostaria. Seguindo esse princípio, a película de proteção — conhecida popularmente como Insulfilme — precisa estar de acordo com as regras do CTB. Caso os vidros estejam muito escuros, há o risco de o Insulfilme ser retirado de forma definitiva.

Blindagem

Quando o assunto é carro blindado, é importante ficar ligado. Isso porque, para veículos que tem esse tipo de aplicação, a blindagem precisa estar devidamente registrada nos documentos, enquanto sinais de desgaste na aplicação podem reprová-lo.

Suspensão

Fechando a lista, temos a suspensão. A recomendação geral é manter a suspensão original da fábrica e evitar rebaixar o carro. Caso a customização tenha sido feita, tenha a certeza de que a integridade da suspensão foi mantida.

quilometragem da última vistoria

Como descobrir a quilometragem da última vistoria?

O Departamento Estadual de Trânsito de São Paulo (DETRAN SP) disponibiliza uma série de serviços digitais gratuitos para auxiliar o cidadão que está comprando um veículo e quer ter a certeza de que não há nenhuma restrição administrativa ou judiciária ligada ao automóvel. Por meio do site do departamento é possível pesquisar débitos, alienações fiduciárias, registros de roubos e furtos de motos e carros usados.

A maior parte das consultas pode ser realizada totalmente online e de forma rápida. O primeiro passo é acessar o site do DETRAN SP e clicar em “Veículos”.

Na página estão listadas as opções disponíveis:

  • Registro de furto e roubo do veículo;
  • Débitos e restrições de veículos, que lista possíveis dívidas como restrições administrativas, judiciais e gravame (alienação fiduciária), além de vistorias e laudos. Para a pesquisa é preciso entrar com o RENAVAM (Registro Nacional de Veículos Automotores) e placa do veículo;
  • Certidão negativa/positiva de propriedade, onde é possível solicitar a certidão de propriedade do veículo, informando se há cadastro na base de dados do DETRAN SP e do Departamento Nacional de Trânsito (DENATRAN). Para acessá-lo é necessário inserir o CPF do proprietário, login e senha.

Para emissão do extrato de cadastro do veículo, ainda é necessário a solicitação do proprietário do veículo. A consulta, realizada mediante agendamento, informa desde a data do último licenciamento, histórico do veículo, município de registro, números do RENAVAM até o chassi das motos e carros usados.

Quanto custa um laudo cautelar? 

Falar sobre valores é sempre complicado, já que seja qual for o assunto, ele pode flutuar muito com tantos modelos de carro diferentes. Porém, podemos dizer que para os carros populares essa avaliação gira em torno de R$500. Existem também o cálculo baseado no preço de tabela Fipe do carro, mas não há uma tabela unificada de preços que possamos usar de referência.

Como saber se a quilometragem do veículo foi alterada?

Para saber isso, é preciso olhar alguns itens do carro e descobrir se o hodômetro não foi fraudado para enganar os consumidores.

Olhe bem atentamente qual é a quilometragem da última revisão e compare com o número que aparece no hodômetro do veículo.

Antes de fechar a compra, peça para dar uma olhada no manual do carro que você está interessado em adquirir. Diversas informações são encontradas lá, como a data da compra do carro e das revisões realizadas em uma concessionária autorizada.

Se a quilometragem for inferior ao número da última revisão, não feche negócio de forma alguma: o carro em questão teve a quilometragem adulterada. Também preste bastante atenção aos pneus do veículo. Num consenso, quatro pneus novos podem durar cerca de 30 mil quilômetros.

Se o carro estiver marcando no hodômetro uma quilometragem superior a 30 mil e os pneus estiverem novos, desconfie.

Um carro segurado tem seus dados disponíveis para acesso de qualquer seguradora, uma maneira confiável de descobrir se a quilometragem foi adulterada dessa forma. Para isso, você vai precisar entrar em contato com a seguradora. Importante é fazer isso junto com o proprietário que eles irão lhe fornecer todas as informações desejadas.

Fique ligado a alguns detalhes que podem ser percebidos dentro ou mesmo ao redor do painel do carro. Por exemplo, olhe com muita atenção se não existem arranhões próximos do hodômetro ou mesmo dentro do vidro do painel.

Algumas fraudes deixam vestígios, e é preciso ficar atento aos detalhes para percebê-las. Nem todas as fraudes são impossíveis de serem detectadas por pessoas sem experiência na área automotiva.

Outro indício de falsificação no hodômetro pode ser conferido quando você coloca o veículo em movimento. Afinal, você não vai comprar um carro usado sem ter dado uma volta nele, não é mesmo? Faça sempre um test drive.

Ao dirigir, você deve reparar se o velocímetro vai se movimentar de forma correta. Dessa forma, você poderá perceber se existe uma diferença grande entre eles.

Se você realmente gostou de um carro usado e ainda tem sérias dúvidas se ele não teve a quilometragem adulterada, existe uma forma definitiva de saber a verdade.

Não pense duas vezes: chame um mecânico especializado e peça para ele inspecionar o veículo em busca de supostas adulterações, como lhe falamos anteriormente. Ele usará um scanner profissional na central do carro e dará o seu aval ou não para a compra do carro usado.

Onde pagar a taxa de revistoria?

A taxa de revistoria deve ser paga pelo número do CPF ou CNPJ do proprietário do veículo. O pagamento poderá ser feito via internet banking ou caixa eletrônico dos bancos conveniados (Banco do Brasil, Bradesco, Santander) e nas Lotéricas. Fique ligado para não cair em golpes via PIX ou outras modalidades cada vez mais comuns que prometem conforto ou descontos improváveis.

Com o app da Zapay você vai:

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