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Veja as 10 peças mais importantes do motor

Conheça quais são as peças mais importantes de um motor e a importância do zelo com estes componentes do veículo. Afinal, proprietário de carro algum quer passar pela experiência (cara) de retifica de motores, não é mesmo?! Coloque seu cinto de segurança e venha com a Zapay!

– Bloco do motor 

– O que são os cilindros do motor? 

– Pistão 

– Biela 

– Anéis de pistão 

– Virabrequim ou árvore de manivelas 

– Cabeçote 

– Válvulas e comando 

– Velas de ignição 

– Bicos injetores 

– Cárter

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Bloco do motor 

O bloco do motor é uma parte fundamental, cujo objetivo é sustentar os demais componentes que fazem parte do conjunto propulsor. Este bloco costuma ser feito de ferro fundido, sobretudo em veículo pesados. Quando falamos em carros de passeio e comerciais leves, o bloco de motor é feito de alumínio.

Cabe ao bloco de motor determinar o número de cilindros – entre os veículos de passeio, podem ser três, quatro e seis cilindros; já os automóveis premium e de luxo fazem uso de oito, dez, doze e até dezesseis cilindros. É de responsabilidade do bloco do motor ainda configurar a disposição de tais cilindros, se estão em linha, em V, boxer ou rotativo.

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O que são os cilindros do motor? 

Mas, afinal de contas, o que são os cilindros do motor? São orifícios ou perfurações, que formam uma peça única com o bloco do moto, de modo a serem moldadas diretamente no processo industrial de fusão.

Ao observar um automóvel popular no Brasil, é possível notar que eles apresentam motores de três ou quatro cilindros. Mas nem sempre foi assim: antigamente, existiam carros com um ou dois cilindros no motor, além de outros automóveis com cinco, seis, oito, dez, doze e até mesmo dezesseis cilindros. 

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Pistão

O pistão é uma peça cilíndrica que se move para cima e para baixo dentro do cilindro do motor. Sua função principal é converter a energia gerada pela queima do combustível em energia mecânica. O pistão comprime a mistura de ar e combustível no cilindro durante a fase de compressão e, em seguida, é impulsionado pela explosão da mistura durante a fase de combustão.

Como o pistão trabalha em sobe e desce – embaixo, abre espaço para a mistura ar-combustível agir no motor e, em seguida, sobre, de modo a fazer pressão sobre tal mistura -, tal movimento faz com que as velas de ignição produzam faísca, provocando assim a explosão da mistura.

Em seguida, o pistão é mais uma vez empurrado para baixo e exerce força sobre todas as outras peças do motor, o que faz com que elas se movam.  

Biela

A biela é uma haste conectada ao pistão, de um lado, e ao virabrequim, do outro. Ela é responsável por transmitir a energia gerada pela expansão dos gases no cilindro para o virabrequim. A biela converte o movimento linear do pistão em movimento rotativo, permitindo que a energia seja transferida para a transmissão e, consequentemente, para as rodas do veículo.

Assim, cabe à biela transformar o que seria um movimento retilíneo em movimento rotativo contínuo. Ou seja, ela pode girar em qualquer uma das extremidades, de modo que seu ângulo se adequará aos movimentos do pistão, rodando o eixo. 

Como a biela atua como um elo, que liga o pistão ao virabrequim, a parte de baixo se movimenta lateralmente e a de cima, por sua vez, se move verticalmente. Não à toa, são os componentes mais solicitados do motor, de modo a apresentarem resistência alta, sendo feitas de aço forjado ou fundadas em ferro-gusa. 

Anéis de pistão 

Os anéis de pistão são anéis metálicos colocados na parte externa do pistão. Eles têm a função de vedar o espaço entre o pistão e o cilindro. Estes componentes ajudam a evitar vazamento de gases de combustão para o cárter do motor e a controlar a quantidade de óleo que sobe para a câmara de combustão. Cabe ainda aos anéis de pistão ajudar a dissipar o calor do pistão para o cilindro.

Ou seja, os anéis de pistão impedem o vazamento do óleo lubrificante para câmara de combustão, ao mesmo passo que evitam que a mistura ar-combustível escape da câmara de combustão, de modo a vazar para o cárter durante a compressão.

Vale dizer que nos motores de ciclo Otto (presente na maioria dos flex), há três dos seguintes componentes: anel de compressão, anel raspador e anel de óleo. Mas o que cada um deles faz? 

O anel de compressão elimina a folga entre a cabeça do pistão e o bloco, assim, faz com que a câmara de combustão fique estanque no momento da explosão do combustivo. Por sua vez, o anel raspador é o responsável por retirar o excesso de óleo lubrificante da parede do cilindro. Finalmente, o anel de óleo é quem direciona o lubrificante para baixo, até o cárter.

Cabe ainda aos anéis de segmento a absorção do calor, que resulta da combustão da cabeça do pistão. Desse modo, é possível transmiti-lo para o bloco, que, por sua vez, é resfriado pelas galerias do sistema de arrefecimento.

motor de arranque

Virabrequim ou árvore de manivelas 

O virabrequim (conhecido ainda como árvore de manivelas) é uma peça essencial do motor localizada na parte inferior do bloco do motor. Ele converte o movimento linear da biela em movimento rotativo, proporcionando energia para movimentar as rodas do veículo. O virabrequim também é responsável por equilibrar as forças geradas pelas explosões nos cilindros, proporcionando um funcionamento suave do motor.

A árvore de manivelas é uma peça giratória, formada por diversas articulações. Assim, esta peça transforma o sobe e desce dos pistões em rotação e envia tal energia para a transmissão – desse modo, é possível tracionar as rodas.

Cabeçote 

O cabeçote é uma tampa que fica localizada na parte superior do bloco do motor. Ele contém as câmaras de combustão, onde ocorre a queima da mistura de ar e combustível, e as válvulas de admissão e escapamento. O cabeçote é responsável por vedar as câmaras de combustão, garantir a correta circulação do líquido de arrefecimento e abrigar o sistema de comando de válvulas.

Válvulas e comando 

As válvulas são responsáveis por controlar o fluxo de ar e combustível para dentro do cilindro e a saída dos gases de escape. Elas são controladas pelo sistema de comando de válvulas, que consiste em um conjunto de componentes, como árvores de comando, balancins e tuchos. 

Vale dizer que cada cilindro do motor apresenta, no mínimo, duas válvulas – na admissão, por onde entram os gases, e no escape, local onde os gases saem depois que acontece a combustão.

No caso de motores mais modernos, já existe a adoção de sistemas de comando de válvulas avançadas, com objetivo de maior eficiência. Assim, os duplos no cabeçote se valem de duas árvores de comando para controlar as válvulas, sendo uma responsável pelas de admissão e outra, pelas de escape.

O comando determina o momento em que as válvulas se abrem e se fecham, garantindo a sincronia correta com o movimento do pistão e a otimização do desempenho do motor. Desse modo, o comando variável de válvulas pode se adaptar ao ciclo de queima do combustível, de modo a reduzir o consumo e melhorar o desempenho do motor.

Velas de ignição 

As velas de ignição são responsáveis por criar a faísca elétrica necessária para iniciar a queima da mistura de ar e combustível dentro dos cilindros. Elas estão localizadas na parte superior do cabeçote, uma vela para cada cilindro do motor. 

Quando a vela de ignição emite uma faísca elétrica, ela provoca a ignição da mistura, gerando a explosão que impulsiona o pistão.

Ou seja, cabe às velas de ignição gerar a centelha que provocará a explosão da mistura ar-combustível e, consequentemente a movimentação do pistão e o funcionamento do conjunto propulsor.

Vale a pena ter em mente que a oferta de tipos de vela de ignição é bastante diversa no mercado, de modo a atender diferentes características de diversos motores – assim, cada uma destas peças pode trabalhar em temperaturas distintas. 

Para se ter uma ideia, há modelos com diferentes quantidades de eletrodos, que podem ser produzidos com cobre, platina ou irídio. De modo geral, os veículos automotores apresentam uma vela para cada cilindro, porém há aqueles que dispõem de duas.

Estamos falando sobre um componente, no qual os eletrodos se desgastam naturalmente, por intermédio da centelha. Devido a este fato, as velas de ignição precisam ser trocadas seguindo a periodicidade indicada pelo fabricante no manual do proprietário do carro.

Bicos injetores 

Os bicos injetores são responsáveis por pulverizar o combustível em forma de uma névoa fina na câmara de combustão. Eles estão localizados no sistema de alimentação de combustível do motor. Assim, os bicos injetores garantem a dosagem correta de combustível para a mistura com o ar, permitindo uma queima eficiente e controlada.

Estes componentes apresentam corpo metálico e em formato pontiagudo, para que possa ser feito o gerenciamento eletrônico para pulverizar o combustível a ser queimado no motor. 

A injeção pode ocorrer de duas formas distintas. De maneira indireta, na qual o combustível passa primeiro pelos dutos de admissão. E de maneira direta, que é quando o combustível utilizado vai imediatamente para a câmara de combustão, sem a necessidade de atravessadores.

Cárter

O cárter é a parte inferior do bloco do motor e serve como reservatório de óleo lubrificante. Ele abriga o virabrequim e possui um sistema de bombeamento de óleo que distribui o lubrificante para as partes móveis do motor, como pistões, bielas e virabrequim. O cárter também auxilia na dissipação do calor gerado pelo motor.

Ou seja, trata-se do local onde fica o lubrificante do motor. Assim, quando o motor está em funcionamento, cabe à bomba de óleo distribuir o produto pelas partes móveis metálicas do propulsor, de modo que elas trabalhem sem atrito e na temperatura correta. Neste movimento, o propulsor é desligado, fazendo com o lubrificante retorne naturalmente para o cárter, por intermédio da ação da gravidade.

Ao observar um motor de quatro tempo, nota-se que o cárter está localizado na parte inferior, de modo a se encaixar hermeticamente na base do bloco. Tal posição faz com que ele seja o mais vulnerável do conjunto de impactos contra o solo. Caso aconteça um dano capaz de provocar um vazamento de óleo, o propulsor pode fundir devido à falta de lubrificação. 

Devido a essa situação, há modelos de cárter que apresentam uma camada protetora. Contudo, os automóveis que não dispõem desse sistema podem ser equipados com o “peito de aço”.

E se precisar substituir o cárter? Neste caso, a troca pode ser feita sem que seja necessário manusear os demais componentes do motor. Vale dizer que os veículos utilizados em competições, apresentam o cárter seco. Neste modelo, não há o objetivo de armazenar o lubrificante, somente de recolhê-lo. Assim, do cárter seco, o óleo é bombeado para um reservatório em posição mais elevada.

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