Placa preta
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Placa preta: o que é, como obter, como funciona

Você sabe quais veículos podem utilizar placa preta? E quais são os procedimentos do carro placa preta?

Neste artigo, conheça as regras para o emplacamento de veículos de coleção, como conseguir placa preta, o que é preciso para ter esta placa e, afinal, o que é placa preta.

Ainda: saiba quanto custa para colocar placa preta. Confira as dicas que a Zapay separei para você, a partir da Resolução 957/2022.

Quem pode usar placa preta? 

Qual o custo de uma placa preta?

O que significa a placa preta?

A placa preta em um veículo é um indício de que se trata de um carro de colecionador. Então, já dá para imaginar que são poucos os automóveis que se encaixam nesta categoria, certo?

Confira o que diz a Resolução 957/2022, do Conselho Nacional de Trânsito (CONTRAN), a respeito dos veículos de coleção (Capítulo I). Esta Resolução dispõe sobre os requisitos para registro e licenciamento de veículo de coleção.

– Art. 1º Esta Resolução dispõe sobre os requisitos para registro e licenciamento de veículo.

– Art. 2º Veículo de coleção é aquele fabricado há mais de trinta (30) anos, original ou modificado, que possui valor histórico próprio. 

  • 1º O veículo de coleção original deve preservar suas características de fabricação quanto a mecânica, carroceria, suspensão, aparência visual e estado de conservação, equipamentos de segurança, características de emissão de gases poluentes, ruído e demais itens condizentes com a tecnologia e cultura empregada à época de sua fabricação. 
  • 2º Para emissão do Certificado de Veículo de Coleção (CVCOL), a preservação das características descritas no § 1º será avaliada por entidade credenciada pelo órgão máximo executivo de trânsito da União na forma do Anexo III. 
  • 3º A pontuação de originalidade do veículo deve ser certificada pela entidade credenciada para a emissão do CVCOL de que trata o § 2º, em conformidade com o disposto no Anexo I. 
  • 4º Os veículos de coleção são classificados em: 

I – original: veículo que atingiu oitenta pontos ou mais das características originais de fabricação de um total de cem pontos, na avaliação das características originais de fabricação realizada nos termos do Anexo I desta referida Resolução; 

II – modificado: veículo que sofreu modificações, realizadas de acordo com regulamentação do CONTRAN e procedimentos estabelecidos pelo órgão máximo executivo de trânsito da União. 

  • 5º É vedada, ao veículo de coleção classificado como original, a realização de qualquer modificação durante o período de validade do CVCOL, sem prévia autorização do órgão ou entidade executivo de trânsito do Estado ou do Distrito Federal, de registro do veículo.
  • 6º Obtida a autorização e realizada a modificação, o veículo de que trata o § 5º deverá ser aprovado em inspeção para obtenção do Certificado de Segurança Veicular (CSV), junto a Instituição Técnica Licenciada (ITL). 
  • 7º Após a inspeção de que trata o § 6º, o veículo deverá ser submetido a nova avaliação, nos termos do Anexo I, podendo ocorrer, em decorrência da pontuação obtida: 

I – a manutenção do veículo na condição de original, caso atinja oitenta (80) pontos ou mais das características originais de fabricação; ou 

II – a reclassificação do veículo na condição de modificado. 

– Art. 3º Aplicam-se as disposições desta Resolução aos veículos nacionais e importados que possuam trinta (30) anos ou mais de fabricação.

Quem pode usar placa preta?

Todo tipo de veículo emplacado pode receber a placa preta. Ou seja, automóveis e motocicletas, nacionais e importados, além de ônibus e caminhões podem ter a placa de coleção.

Contudo, é importante destacar que o processo pode ser um tanto mais complicado para veículos pesados, devido às especificidades que a vistoria neste tipo de automóvel demanda. Quem faz essa avaliação é a Federação Brasileira de Veículos Antigos, a FBVA e outros clubes credenciados aos órgãos de trânsito. 

O que é preciso para ter placa preta?

Para ter a placa preta, os veículos devem ter como características, segundo a Resolução 957/2022:

– No mínimo, trinta (30) anos de fabricação.

– Deve atender a critérios de originalidade, avaliados pelos clubes credenciados ao DENATRAN (Departamento Nacional de Trânsito) no momento da vistoria.

– Importante: o veículo de coleção original deve preservar suas características de fabricação quanto a mecânica, carroceria, suspensão, aparência visual e estado de conservação, equipamentos de segurança, características de emissão de gases poluentes, ruído e demais itens condizentes com a tecnologia e cultura empregada à época de sua fabricação.

Qual o custo de uma placa preta?

O valor de uma placa preta pode variar de um estado para outro. Em média, custo do trâmite para obtenção é de cerca de R$1.000, o que inclui o valor cobrado pelo clube de carro antigo e as taxas do DETRAN (Departamento Estadual de Trânsito). 

Como obter a placa preta?

De acordo com a Resolução 957/2022, do CONTRAN, a respeito do registro e do licenciamento (Capítulo II):

Art. 4º São requisitos para o registro e licenciamento de veículo de coleção junto aos órgãos ou entidades executivos de trânsito dos Estados e do Distrito Federal: 

I – ter sido fabricado há mais de trinta (30) anos; 

II – possuir valor histórico próprio; 

III – apresentar CVCOL expedido por entidade credenciada pelo órgão máximo executivo de trânsito da União, na forma do Anexo II desta Resolução; 

IV – apresentar o CSV expedido por ITL, quando se tratar de veículo modificado; e 

V – estar em condições para circular em via pública. 

  • 1º É vedada qualquer exigência adicional pelos órgãos ou entidades executivos de trânsito dos Estados e do Distrito Federal, para fins de que trata o caput. 
  • 2º Os órgãos ou entidades executivos de trânsito dos Estados e do Distrito Federal devem registrar e licenciar os veículos de coleção utilizando o código específico de marca/modelo/versão expedido em conjunto com o Certificado de Adequação à Legislação de Trânsito (CAT) pelo órgão máximo executivo de trânsito da União, na forma estabelecida pelo CONTRAN. 
  • 3º Os veículos já registrados no Registro Nacional de Veículos Automotores (RENAVAM) e que atendam às disposições deste artigo para serem enquadrados como veículo de coleção não necessitam obter novo CAT junto ao órgão máximo executivo de trânsito da União. 
  • 4º O Número de Identificação Veicular (VIN) deve ser gravado conforme critérios de identificação estabelecidos na forma regulamentada pelo CONTRAN. 
  • 5º As modificações efetuadas nos veículos para fins de obtenção do CVCOL, devem: 

I – ser precedidas de autorização do órgão ou entidade executivo de trânsito do Estado ou do Distrito Federal, de registro do veículo; 

II – atender às disposições contidas nas regulamentações do CONTRAN e do órgão máximo executivo de trânsito da União sobre a permissão de modificações em veículos; e 

III – ser comprovadas com a apresentação do Certificado de Segurança Veicular (CSV), expedido na forma regulamentada pelo CONTRAN. 

Art. 5º Os veículos de coleção que sofrerem modificações para viabilizar a condução por pessoa com deficiência deverão obter o CSV de acordo com os procedimentos técnicos e operacionais estabelecidos pelo CONTRAN. 

Art. 6º O Certificado de Registro e Licenciamento de Veículo em meio digital (CRLV-e), expedido pelos órgãos ou entidades executivos de trânsito dos Estados e do Distrito Federal, conforme modelos e especificações estabelecidos pelo CONTRAN, deve conter obrigatoriamente alteração da espécie do veículo para “coleção”. 

Art. 7º Em caso de transferência de propriedade de veículo de coleção, o órgão ou entidade executivo de trânsito do Estado ou do Distrito Federal deve exigir, complementarmente aos demais documentos, a apresentação de novo CVCOL expedido em nome do novo proprietário. 

Parágrafo único. A não apresentação de novo CVCOL enseja o indeferimento do licenciamento na espécie coleção e a consequente substituição das placas de identificação para o tipo e espécie de origem do veículo. 

Art. 8º Os veículos de coleção em processo de importação, obedecendo ao disposto na Portaria MDIC nº 235, de 7 de dezembro de 2006, e suas alterações e sucedâneas, serão registrados no RENAVAM pelos órgãos aduaneiros na espécie “coleção”, após a obtenção do CAT junto ao órgão máximo executivo de trânsito da União. 

Art. 9º Os veículos de coleção importados que não atendam aos requisitos desta Resolução para obtenção do registro e licenciamento na espécie “coleção” ficarão proibidos de circular em via pública enquanto não for finalizado o seu processo de adequação ou restauração e a consequente emissão do CVCOL. 

  • 1º Entende-se como veículo em restauração aquele que necessita de reparos em sua carroceria, chassi, interior, ou mecânica, não estando apto a circular enquanto tais reparos não forem finalizados. 
  • 2º Não será emitido o CAT pelo órgão máximo executivo de trânsito da União para os veículos de que trata o caput. 
  • 3º Para fins de desembaraço aduaneiro e pré-cadastro no RENAVAM dos veículos de que trata o caput, o órgão máximo executivo de trânsito da União deve emitir ofício com indicativo de código específico de marca/modelo/versão. 
  • 4ª Aos veículos de que trata o caput deve ser inserida restrição de circulação pelo órgão máximo executivo de trânsito da União em seu cadastro junto ao RENAVAM, que somente será baixada após a emissão do CAT. 
  • 5º O ofício de que trata o § 3º não pode ser utilizado para fins de registro e licenciamento do veículo de coleção junto aos órgãos e entidades executivos de trânsito dos Estados e do Distrito Federal. 
  • 6º O órgão máximo executivo de trânsito da União somente emitirá o CAT para fins de regularização do veículo junto aos órgãos e entidades executivos de trânsito dos Estados e do Distrito Federal após o devido processo de restauração. 
  • 7º As entidades credenciadas somente expedirão o CVCOL aos veículos de que trata o caput após o devido processo de adequação ou restauração.

Conheça os artigos sobre como conseguir o Certificado de Veículo de Coleção (CVCOL), segundo a Resolução 957/2022, do CONTRAN.

Art. 10. O veículo de coleção deve ter suas características atestadas por meio do CVCOL emitido após vistoria realizada por entidade credenciada pelo órgão máximo executivo de trânsito da União na forma do Anexo III, e em conformidade com o disposto no Anexo I. 

Art. 11. O CVCOL deve ser emitido no âmbito do Sistema de Certificação de Veículos de Coleção (SISCOL), conforme modelo, especificações e critérios estabelecidos no Anexo II, observando-se as seguintes disposições: 

I – o CVCOL possui validade de sessenta (60) meses, sendo renovável sucessivamente por igual período desde que o veículo atenda às exigências estabelecidas nesta Resolução; e 

II – o CVCOL deve possuir código de barras bidimensional dinâmico (Quick Response Code – QR Code), gerado a partir de algoritmo específico de propriedade do órgão máximo executivo de trânsito da União, com a finalidade de controlar o processo de expedição e verificação de sua autenticidade. 

  • 1º A avaliação de originalidade do veículo para fins de registro e licenciamento na espécie coleção e expedição do CVCOL é de exclusiva responsabilidade das entidades credenciadas para essa finalidade. 
  • 2º Até que o SISCOL seja desenvolvido pelo órgão máximo executivo de trânsito da União, o CVCOL deve ser expedido de forma impressa pela entidade credenciada, conforme modelo apresentado no Anexo II. 
  • 3º Em caso de concessão de autorização, pelo órgão ou entidade executivo de trânsito de registro do veículo, para que o proprietário de veículo classificado como original possa promover qualquer modificação ou alteração no veículo durante a vigência de CVCOL já emitido, o certificado deverá ser suspenso até que o veículo seja reavaliado nos termos dos §§ 4º e 5º do art. 2º da citada Resolução.

Dicas da Zapay!

Dica 1: Saiba onde consultar os seus DETRAN débitos.

Dica 2: Conheça a Placa Mercosul e fique por dentro deste padrão. 

Dica 3: Ixi, seu carro teve a vistoria reprovada? Fique tranquilo, confira neste conteúdo o que fazer para resolver este problema.

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