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Suspensão a ar: como funciona

Fique por dentro sobre como funciona a suspensão a ar de um veículo e sua importância para a estabilidade do carro. Conheça as partes que compõem a suspensão, quanto custa a suspensão de ar, durabilidade, o que diz a lei, dentre outras dicas. 

Coloque seu cinto de segurança e embarque nessa com a Zapay.

– Como funciona a suspensão a ar? 

– Partes da suspensão a ar no veículo 

– O amortecedor 

– A mola 

– O braço oscilante 

– O pivô de suspensão 

– A barra estabilizadora 

– Vale a pena instalar um sistema de suspensão a ar? 

– Durabilidade 

– Suspensão a ar é ilegal? 

– Suspensão a ar: preço

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Como funciona a suspensão a ar? 

OS sistemas de suspensão de ar costumam estar associados aos Low Riders (carros com o sistema de suspensão modificado, cujo chassi está bastante próximo ao chão) e veículos de carga. Contudo, nos últimos 20 anos, tal mecanismo ganhou força tanto para os motoristas que querem rebaixar o automóvel ou para aqueles que buscam performance por intermédio da preparação.  

Mas como funciona a suspensão de ar? Esse componente é composto por bolsas de ar, que substituem as molas de um sistema convencional. No caso de sistemas ajustáveis, que são os mais comuns, as bolsas fazem ainda o trabalho de amortecedor.

Por ser regulável, a suspensão de ar exige ligação na parte elétrica do automóvel, para que, assim, ela possa ser comandada. Ainda: além da ligação elétrica, a suspensão de ar precisa de uma bomba de ar, um reservatório, solenóides e uma central de controle. Vale destacar ainda que a ligação de todo esse sistema é feita por mangueiras são distribuídas pelo carro.

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Partes da suspensão a ar no veículo 

A suspensão a ar em um automóvel é composta por várias partes que trabalham juntas para proporcionar uma condução suave e ajustável. 

Algumas das principais partes de um sistema de suspensão a ar incluem: bolsas de ar (Air Springs), compressor de ar, reservatório de ar, válvulas de controle, sensores de altura, unidade de controle (ECU), conexões de tubulação e mangueiras, molas, pivô de suspensão, braço oscilante, barra estabilizadora, amortecedores, dentre outras.

É importante notar que sistemas de suspensão a ar podem variar em complexidade e recursos, a depender dos carros e das preferências do proprietário. Eles são frequentemente encontrados em veículos de alta performance, caminhões, ônibus e em veículos personalizados, onde a capacidade de ajustar a altura da carroceria e a firmeza da suspensão é valorizada.

Confira em detalhes algumas dessas principais partes de uma suspensão a ar.

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O amortecedor 

A função do amortecedor é manter-se ligado diretamente à mola da suspensão a ar. Tal parte é a mais importante na suspensão, afinal, o amortecedor é responsável por amenizar todos os balanceamentos, que são causados pelo solo, como lombadas e buracos.

Quando os amortecedores estão gastos é possível ouvir ruídos da parte debaixo do carro – se estiver muito forte e com batidas secas, a recomendação é procurar um mecânico de confiança para a devida troca. Com o desgaste, vários itens podem sofrer com danos, como pneus, e outras peças do sistema, tais como mola e braço oscilante.

A mola 

Assim como o amortecedor, a mola é um item de suma relevância para o amortecimento do carro nas vias públicas. Há dois tipos de molas: a heliocoidal e a feixe de molas.

As molas são flexíveis, de modo que garantem menos impacto contra as imperfeições do solo. Caso o automóvel apresente qualquer tipo de ruído ao passar por uma via repleta de buracos, haverá falta de estabilidade, além de que esse é um indício de que a mola pode estar gasta. Fique ligado!

Saiba quais são as diferenças entre molas do tipo heliocoidal e feixe de molas

  • Mola Helicoidal (Espiral):

A mola helicoidal é composta por um único fio de aço enrolado em espiral – ela se parece com uma mola de metal em forma de espiral. Esse componente costuma ser usado em carros de passeio, SUVs e, sobretudo, a maioria dos veículos leves. Essas molas são encontradas nas suspensões dianteira e traseira de tais veículos.

Ainda: as molas helicoidais proporcionam uma condução suave e confortável, absorvendo os impactos da estrada de forma eficaz. Elas também oferecem um bom controle de movimento e podem ser ajustadas para atender às necessidades de conforto e desempenho.

São conhecidas por sua capacidade de absorver choques e proporcionar um passeio suave. Além disso, são mais leves e ocupam menos espaço do que o feixe de molas, o que ajuda a economizar peso e espaço no automóvel.

  • Feixe de Molas (Molas de Lâmina):

Por sua vez, o feixe de molas é composto por várias lâminas de aço dispostas paralelamente umas às outras e presas em conjunto. Geralmente, as lâminas são mais largas no centro e mais finas nas extremidades. Tais molas são frequentemente usadas em veículos comerciais e utilitários, como caminhões, ônibus e vans. Elas também eram comuns em automóveis mais antigos.

O feixe de molas é conhecido pela durabilidade e pela capacidade de suportar cargas pesadas. Ele é adequado para aplicações onde a capacidade de carga e a resistência são prioritárias.

Vale dizer que o feixe de molas é robusto e capaz de suportar cargas pesadas, tornando-o adequado para veículos comerciais e off-road. Além disso, é mais simples, em termos de manutenção e reparo, se comparadas às molas helicoidais.

É importante destacar que cada tipo de mola tem suas próprias vantagens e desvantagens, e a escolha entre eles depende do tipo de automóvel, das necessidades de desempenho e das condições de uso. 

Em suma: molas helicoidais são mais comuns em veículos de passeio devido ao seu equilíbrio entre conforto e desempenho, enquanto o feixe de molas é preferido em veículos pesados ou de trabalho devido à sua capacidade de carga e durabilidade.

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O braço oscilante 

Cabe ao braço oscilante fazer a ligação da coluna de suspensão ao chassi do automóvel. A principal função do componente é servir de apoio à coluna, uma vez que a mesma trabalha em constante movimento, de modo a necessitar um ponto fixo.

São as buchas que fazem a parte de segurar o braço à carroceria e evitar barulhos no movimento.

O pivô de suspensão

Já o pivô é uma peça que permite que a coluna de direção possa girar em seu próprio eixo, de modo a ajudar no movimento de sobe e desce, permitindo o ângulo de oscilação do braço.

A barra estabilizadora

Trata-se de um componente cuja responsabilidade é estabilizar (como o próprio nome entrega) o carro na estrada, seja em retas ou em curvas. Assim, a barra estabilizadora promove a conexão das colunas de suspensão. Ela é presa à carroceria do automóvel por buchas de ligação.

Vale a pena instalar um sistema de suspensão a ar? 

Não é indicado instalar um sistema de suspensão de ar, pois, apesar de, teoricamente, ser possível fazer várias modificações técnicas em um automóvel, na prática, elas dificilmente obtêm resultados melhores do que os dos sistemas originais. Afinal, há nuances que podem trazer problemas.

É válido ressaltar que a suspensão tem um papel essencial para o comportamento dinâmico de um carro. Afinal, ela é responsável pela estabilidade em curvas e mudanças bruscas de direção, eficiência de frenagem, dentre outros pontos fundamentais para a segurança veicular.

Há ainda os sistemas eletrônicos de segurança, tais como freios ABS, controle de estabilidade e até dispositivos de frenagem autônoma, que dependem do projeto de suspensão original para funcionar conforme o esperado. Sendo assim, tais requisitos devem ser testados e certificados depois da instalação de um sistema de suspensão a ar.

Mais um ponto importante é quanto às mudanças na altura do carro, que podem gerar consequências aerodinâmicas. Assim, um maior arrasto implico em um aumento de consumo e na redução de desempenho.  

Durabilidade da suspensão a ar

A durabilidade de um sistema de suspensão a ar não-original é sempre uma incógnita. Vale destacar também que no Brasil há diversos tipos de pavimentação, alguns bastante agressivos, o que torna tudo mais complicado. 

É importante ter em mente que o projeto original de suspensão a ar de um automóvel prevê a utilização do veículo em todas as condições adversas – com muitos testes feitos até chegar ao produto final. 

Suspensão a ar é ilegal? 

Caso o amigo condutor ainda queira instalar um novo sistema de suspensão a ar, mesmo após todas as situações levantadas nesse artigo, é necessário fazer o procedimento de forma regularizada, para que o automóvel se mantenha legal nas vias públicas brasileiras.

Esse tipo de alteração está prevista pela Resolução 479, do Conselho Nacional de Trânsito (CONTRAN), publicada em 2014. Com tal texto, se estabeleceu critérios básicos para alterar a suspensão, de modo a permitir a utilização de sistemas fixos ou reguláveis, como no ar.

Vale a pena reforçar que as modificações devem constar tanto no Certificado de Registro de Veículo (CRV) quanto no Certificado de Registro e Licenciamento do Veículo (CRLV).

Saiba mais sobre a Resolução 479, do CONTRAN

O texto destaca no Artigo 6º, que os veículos de passageiros e de cargas, exceto veículos de duas ou três rodas e quadriciclos, usados, que sofrerem alterações no sistema de suspensão, ficam obrigados a atender aos limites e às exigências previstos na Resolução 479, cabendo a cada entidade executora das modificações e ao proprietário do automóvel a responsabilidade pelo atendimento às exigências em vigor.

Sendo assim, no caso de veículos com PBT até 3500 kg:

  • O sistema de suspensão poderá ser fixo ou regulável.
  • A altura mínima permitida para circulação deve ser maior ou igual a 100 milímetros, medidos verticalmente do solo ao ponto mais baixo da carroceria ou chassi.
  • O conjunto de rodas e pneus não poderá tocar em parte alguma do veículo, quando

submetido ao teste de esterçamento.

Já quanto aos veículos com PBT acima de 3.500 kg:

  • Em qualquer condição de operação, o nivelamento da longarina não deve ultrapassar dois graus a partir de uma linha horizontal.
  • As dimensões de intercambiabilidade entre o caminhão trator e o rebocado devem respeitar a norma NBR NM – ISO 1726.
  • É vedada a alteração na suspensão dianteira, exceto para instalação do sistema de tração e para incluir ou excluir eixo auxiliar, direcional ou auto direcional.

Assim posto, os veículos que tiverem sua suspensão modificada, em qualquer condição de uso, devem inserir, no campo das observações do Certificado de Registro de Veículo e do Certificado de Registro e Licenciamento de Veículo, a altura livre do solo.

Suspensão a ar: preço

Há muitos sistemas de suspensão a ar disponível no mercado, com preços variados. Os conjuntos básicos, sem o compressor de ar, podem ser encontrados por volta de R$ 2.000. Por sua vez, o kit completo, com compressor, pode custar entre R$ 4.000 e R$ 5.000. Importante: esses valores não incluem a mão de obra de instalação.

Cabe ainda ao proprietário do carro arcar com os custos referentes à legalização do automóvel. Tais procedimentos incluem a vistoria antes da instalação da suspensão a ar, Certificado de Segurança Veicular (CSV) emitido pelo Instituto Nacional de Metrologia, Qualidade e Tecnologia (Inmetro), além de alterações na documentação veicular.

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