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Sistema de arrefecimento: entenda seu funcionamento no veículo

Se os palmeirenses estão acostumados com o lema “Cabeça fria, coração quente”, cunhado pelo técnico Abel Ferreira, uma analogia semelhante pode ser feita com o sistema de arrefecimento de um veículo automotor. Afinal, ele é o responsável pelo resfriamento do motor, para que este componente central possa funcionar adequadamente e sem superaquecimento. 

Saiba como são formados os sistemas de arrefecimento, quais são seus componentes, como tal sistema opera e possíveis problemas que podem surgir. Confira!

– O sistema de arrefecimento 

– Bomba d’água 

– Válvula Termostática 

– Reservatório 

– Radiador 

– Aditivo 

– Sensor de temperatura 

– Eletroventilador 

– Como opera o sistema de arrefecimento 

– Tipos de sistema de arrefecimento 

– Defeitos comuns 

– Vazamento do fluido 

– Mau funcionamento da bomba d’água 

– Galerias do bloco do motor obstruídas 

– Problemas nas juntas 

– Nível do óleo do motor 

– Cuidados a se tomar

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O sistema de arrefecimento 

O sistema de arrefecimento de um veículo é também conhecido como sistema de refrigeração. Tal sistema tem como função resfriar o motor do automóvel, de modo a mantê-lo em uma temperatura ideal entre 90 e 100 graus Célsius. Desse modo, o carro pode continuar sua operação sem apresentar problemas geradas como consequências do superaquecimento.

Trata-se de um uma função essencial, pois o motor dos veículos esquenta muito, devido a todas as explosões de queima de combustível que acontecem. Para que o funcionamento do veículo ocorra de forma equilibrada, o sistema de arrefecimento mantém o propulsor frio o suficiente para que as peças não derretam – porém, não tão frio a ponto de impedir o desempenho adequado do carro.

Ao observar um sistema de arrefecimento, é possível notar componentes como mangueiras, radiador, ventoinha, bomba d’água, vaso de expansão, válvula termostática, além do líquido (composto por 50% de água desmineralizada e 50% de aditivo à base de etileno glicol).

Vale ressaltar que a água desmineralizada pode ser comprada de forma separada do aditivo, mas, se o motorista, preferir há a opção também de adquirir esta mistura pronta.

Nos tópicos a seguir, conheça quais são as respectivas funções dos principais componentes que formam o sistema de arrefecimento de um automóvel.

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Bomba d’água 

A bomba d’água é acionada pelo motor e tem a função de circular o líquido de arrefecimento pelo sistema. Para tal, ela cria um fluxo contínuo de líquido refrigerante, de modo a garantir que ele passe por todas as partes do motor para absorver o calor gerado pela combustão e transferi-lo para o radiador.

Válvula Termostática 

A válvula termostática é um componente importante para controlar a temperatura do motor, afinal, cabe a ela regular o fluxo do líquido de arrefecimento, com base na temperatura do motor. 

Quando o motor está frio, a válvula termostática permanece fechada, direcionando o líquido de arrefecimento diretamente para o motor. À medida que o motor aquece, a válvula termostática se abre, o que permite que o líquido flua para o radiador, onde será resfriado antes de retornar ao motor.

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Reservatório 

O reservatório de expansão, também conhecido como reservatório de overflow, é um recipiente onde o líquido de arrefecimento em excesso é armazenado quando a temperatura do motor aumenta. 

Assim, à medida que o motor esquenta, o líquido se expande e flui para o reservatório. Quando o motor esfria, o líquido é puxado de volta para o sistema principal de arrefecimento.

Radiador 

Vale destacar que o radiador é um componente crucial do sistema de arrefecimento. Ele é composto por uma série de tubos e aletas, que permitem que o líquido de arrefecimento perca calor para o ar ambiente. 

Desse modo, à medida que o líquido de arrefecimento passa pelo radiador, o calor é dissipado, reduzindo, assim, a temperatura do líquido antes que ele retorne ao motor.

Aditivo 

O aditivo, ainda conhecido como líquido de arrefecimento, é uma mistura de água e produtos químicos, que ajuda a manter o sistema de arrefecimento limpo, prevenindo a corrosão e o acúmulo de depósitos. 

Além disso, o aditivo também eleva o ponto de ebulição do líquido de arrefecimento, de modo a permitir que ele funcione, efetivamente, em altas temperaturas.

Sensor de temperatura 

Por sua vez, o sensor de temperatura monitora a temperatura do líquido de arrefecimento e envia informações ao sistema de controle do veículo. Assim, com base nas leituras do sensor, o sistema de controle pode ajustar a abertura da válvula termostática, acionar o eletroventilador e fornecer avisos ao motorista, caso a temperatura esteja muito alta.

Eletroventilador 

Já o eletroventilador é o responsável por auxiliar no resfriamento do líquido de arrefecimento quando o veículo está parado ou em baixas velocidades. Este componente é acionado pelo sistema de controle do automóvel, com base nas informações fornecidas pelo sensor de temperatura. 

Neste contexto, quando a temperatura atinge um limite pré-determinado, o eletroventilador é ligado, retirando o ar frio do ambiente e direcionando-o para o radiador, de modo a ajudar a dissipar o calor do líquido de arrefecimento.

pressão no sistema de arrefecimento

Como opera o sistema de arrefecimento 

O sistema de arrefecimento de um veículo funciona a partir de mangueiras e com a ajuda da bomba, assim a água percorre um caminho dentro do motor, até que chegue ao seu destino, que é o radiador. Durante este trajeto, a temperatura do fluido aumenta consideravelmente, de modo que precisa ser resfriada.

No radiador, ocorre a troca de calor com o ar externo, por intermédio de aletas de alumínio – este processo garante o resfriamento junto à ventoinha. Por sua vez, a válvula impede que a água escape e, depois de ser resfriada, abre caminho para que possa voltar ao local de origem, marcando o fim do ciclo.

A ativação do eletroventilador é feita quando as altas temperaturas representam riscam ao sistema de arrefecimento, de modo a acelerar o resfriamento.

Tipos de sistema de arrefecimento 

Quando o sistema de arrefecimento de um carro é observado, é possível que nos deparemos com um dos dois tipos disponíveis. Há o sistema aberto, que era bastante comum de ser visto nos carros da década de 1980. Devido à sua configuração, o fluido evaporava com mais facilidade, processo que demandava reposição no radiador com mais frequência.

Existe ainda o sistema de fluxo fechado e pressurizado, cujo objetivo é impedir com eficácia ainda maior a evaporação da água e do aditivo utilizados no sistema. Desse modo, o dono do carro não tem a necessidade de repor o líquido a todo momento, como no sistema aberto

Defeitos comuns 

Como todos os sistemas que compõem um veículo automotor, há alguns defeitos e problemas mais corriqueiros quando falamos sobre as especificidades do sistema de arrefecimento de um carro. Confira, a seguir, algumas destas situações e saiba como identificá-las.

É importante ressaltar que caso o veículo apresente qualquer problema no sistema de arrefecimento, o proprietário do carro deve procurar os serviços de um mecânico de confiança para que uma avaliação adequada possa ser feita.

Vazamento do fluido 

O vazamento do fluido pode ser uma consequência de mangueiras furadas e ressecadas, abraçadeiras mal posicionadas ou ainda furos no radiador. Para que solucionar o vazamento de fluido, é necessária a troca de mangueiras e abraçadeiras, caso o mecânico constate que o problema está nestes componentes.

Em determinadas situações, pode ser que a necessidade seja o conserto do radiador. Neste caso, recomenda-se a substituição completa deste componente.

Mau funcionamento da bomba d’água 

Trata-se de um dos problemas mais comuns quando o assunto é sistema de arrefecimento. O mau funcionamento da bomba d’água ocorre devido à ferrugem que pode se juntar no sistema de arrefecimento ou mesmo na própria bomba. Tal problema pode ser evitado pelo preenchimento com mais aditivos.

Vale a pena frisar novamente que os aditivos servem para evitar o surgimento de corrosão e ferrugem, uma vez que possuem propriedades anticorrosivas quando misturados com a água que fica em contato com a as peças do sistema.

Galerias do bloco do motor obstruídas 

É importante ter em mente que as galerias são formadas por pequenos espaços localizados no trajeto feito pela água até chegar ao radiador, local onde ocorre o seu resfriamento. Caso tais galerias não estejam livres e limpas, o caminho pode ser interrompido, o que comprometeria o funcionamento do moto do carro.

Neste tipo de caso, a recomendação é que seja feita uma revisão no sistema de arrefecimento – vale destacar que esta avaliação deve ser feita em uma oficina mecânica profissional e de confiança do proprietário do veículo. 

Possivelmente, será feita a troca tanto da água quanto dos fluidos, para que uma limpeza completa possa ser realizada no sistema de resfriamento do veículo.

Problemas nas juntas 

Componentes como motor, tampa e bloco são interligados por juntas. Por sua vez, estas formam o chamado junta do cabeçote. Assim posto, depois do período de vida útil estipulado pelo manual do proprietário do veículo, é necessário realizar a troca, devido às deformações no material que compõe a junta do cabeçote.

Se por ventura a junta for mal colocada, ela pode obstruir a passagem de água nas galerias o que traria como consequência dificuldade para resfriar o motor. Desse modo, haverá um superaquecimento, que trará danos irreparáveis ao carro, o que pode incluir a perda total do bem. 

Nível do óleo do motor 

Quando o nível de óleo no motor está abaixo do recomendado, há mais dificuldade para que as peças sejam resfriadas. Afinal, o óleo tem como função lubrificar tais peças, de modo que sua falta pode até mesmo ocasionar a quebra destes componentes.

Cabe ainda ao óleo auxiliar no resfriamento do sistema. Assim, quando ele está abaixo do nível recomendado pelo fabricante, há mais chances do motor fica superaquecido, o que gera problemas sérios ao carro.

Cuidados a se tomar

Para evitar os problemas anteriormente citados, vale a pena o proprietário do veículo ter alguns cuidados com o bem. Um dos principais pontos de atenção é a realização da manutenção preventiva, que é fundamental para impedir problemas futuros ao levar o automóvel ao mecânico. Além das revisões, o carro pode passar por manutenções preditivas e corretivas, a depender da necessidade que o veículo apresenta.

Mais uma dica para manter o sistema de arrefecimento com bom desempenho e ótimo estado de conservação, é importante não adicionar somente água ao reservatório. O correto é inserir água desmineralizada e o aditivo, pois assim não haverá danos e nem oxidação dos componentes do motor.

Outro cuidado é observar semanalmente o nível de líquidos no reservatório. Afinal, como você já aprendeu, se estiver muito baixo, é possível que esteja acontecendo algum vazamento no sistema.

Atenção: em nenhuma hipótese é recomendável abrir a tampa do componente quando o carro estiver ligado ou mesmo logo após o desligamento. Esta é uma pratica muito perigosa para o motorista e para as peças, que pode trazer ainda danos irreversíveis.

E os cuidados devem ir além do sistema de arrefecimento: o veículo, por um todo, deve passar pelas revisões e manutenções periódicas, segundo a indicação técnica do manual do proprietário.  Quem cumpre o calendário estabelecido, consegue aproveitar mais o desempenho do carro, prevenir problemas e gastar menos com potenciais desajustes que possam surgir nestas checagens. 

Lembre-se sempre, amigo motorista: cabe apenas ao mecânico de sua confiança avaliar se há alguma peça ou componente danificado, quebrado ou furado ou ainda se a passagem de água está obstruída (entupida). São cuidados que devem ser tomados para garantir o funcionamento do sistema de resfriamento do veículo, bem como o rendimento do motor. 

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Written by

Alessandra Comitre

Jornalista formada há mais de 15 anos, com 12 anos de experiência em produção e criação de conteúdo, edição de texto, e gestão de pessoas. Atualmente atuo como redatora e produtora de conteúdo SEO freelancer.

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