Banner do conteúdo que explica se seguro cobre desastre natural. A imagem é de uma forte tempestade de raios.
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Seguro cobre desastre natural? Entenda como funciona!

As enchentes no Rio Grande do Sul reacenderam uma frequente dúvida dos brasileiros: seguro cobre desastre natural?

Diante dos desastres, é impossível não pensar nos prejuízos e nos traumas que cada um vive. E isso também diz respeito aos danos materiais e toda a dor de cabeça que isso envolve. Mas será que seguro cobre desastre natural? E em quais casos? 

Ao longo deste artigo, confira a explicação sobre importantes pontos que envolvem seguro em caso de desastre natural, afinal, esse tipo de problema pode atingir condutores de todas as localidades e desde já saiba que é o tipo de situação que na maioria dos casos você precisa se respaldar com antecedência. 

Nos acompanhe no decorrer desse conteúdo e fique por dentro de tudo!

Desastres naturais e fenômenos da natureza são um problema recorrente 

O Brasil é um país de proporções continentais e infelizmente desastres naturais ocorrem com mais frequência do que gostaríamos.

Não basta saber se o seguro cobre desastre natural, é fundamental entender também de quais tipos de fenômenos podem ocorrer para aí sim entender o que está coberto em cada caso.

Fenômenos naturais são os que não podem ser evitados, alagamentos, enchentes, deslizamentos de terra, tempestades com muitas chuvas e ventos fortes, terremotos, dentre outras situações que podem trazer muitas dores de cabeça.

Tomando carros e motos como exemplo neste caso de seguro cobrir desastre natural: quando esse tipo de evento ocorre, há diversos danos que podem ocorrer, de amassados e arranhões até a temida perda total. Ou seja, o prejuízo pode ser enorme.

De acordo com o Instituto Geológico do Governo do estado de São Paulo, os desastres naturais são classificados de acordo com a sua intensidade e podem ocorrer em quatro diferentes níveis:

  • Desastre natural de nível I: de pequeno porte, também chamados de acidentes, onde os impactos causados são pouco importantes.
  • Desastre natural de nível II: tem média intensidade com impactos de alguma importância e os prejuízos significativos.
  • Desastre natural de nível III: tem grande intensidade, resultam em danos importantes e prejuízos vultosos.
  • Desastre natural de nível IV: tem intensidade muito grande, com impactos muito significativos e prejuízos exorbitantes.

Existem também casos de desastres causados por falha humana

Em casos de tragédias como o que aconteceu em Brumadinho e Mariana (MG), a discussão de seguros de responsabilidade civil foi grande, por exemplo! 

Um dos pontos levantados no debate foi o artigo 9º da Lei do DPVAT – Lei nº 6.194, de 19 de dezembro de 1974, que destaca: “nos seguros facultativos de responsabilidade civil dos proprietários de veículos automotores de via terrestre, as indenizações por danos materiais causados a terceiros serão pagas independentemente da responsabilidade que for apurada em ação judicial contra o causador do dano, cabendo à Seguradora o direito de regresso contra o responsável”.

Em outras palavras, neste caso o entendimento foi de que os danos materiais deveriam ser indenizados independentemente da apuração da culpa. 

Assim, cabe às empresas seguradoras o diálogo com os segurados causadores do transtorno, de modo a prover a efetiva proteção às vítimas dos desastres, sendo eles naturais ou causados por falha humana, por exemplo.

Entenda se seguro cobre desastre natural para automóveis 

De modo geral, o seguro de carro cobre desastres naturais se isso estiver descrito na apólice ou ainda se o seguro for completo.

Cuidado: é preciso ter atenção com a chamada “exposição ao risco”. 

Tomando como exemplo o caso das enchentes do Rio Grande do Sul, tem situações nas quais o carro estava estacionado e simplesmente foi engolido pela água (neste caso você não assumiu risco algum), mas existem outras situações nas quais a seguradora pode analisar se você se submeteu ao risco, como quando o condutor vê que a via está alagada mas ainda assim insiste em passar “achando que dá”. 

Caso o condutor tenha conscientemente se exposto a situação de risco de forma desnecessária, é possível que o seguro não cubra, então tenha isso em mente e deixe claro que não assumiu risco desnecessário algum se for esse o seu caso!

Outra dúvida frequente de quem busca se seguro cobre desastre natural é sobre a cobertura dos vidros do carro em desastres: no caso de avarias nos vidros do automóvel, a empresa seguradora pode cobrir os danos somente se o motorista tiver a assistência de vidros em sua apólice. 

Portanto, a saída é sempre pesquisar e ler atentamente a apólice para saber tudo o que está incluído na sua cobertura de seguro em casos de desastres e fenômenos da natureza.

Saiba onde verificar se há a cobertura para desastres

Para saber se no seu caso o seguro cobre desastre natural, é fundamental consultar o seguro do veículo – mais precisamente, a apólice do seguro.

A apólice nada mais é do que o contrato legal entre a empresa seguradora e o segurado, de modo a estabelecer todos os termos e todas as condições da cobertura do seguro. 

Nela há a discriminação de todos os pontos que o seu carro pode contar para a cobertura, sendo que quanto mais completa for a cobertura, mais caro ficará o seguro.

Imagem de uma corretora com uma apólice de seguro em mãos ilustrando que o seguro cobre desastres naturais quando previsto no contrato.

Ao consultar a sua apólice, se houver a previsão de cobertura quanto aos desastres naturais, você pode exigir o pagamento do prêmio, que é o valor pago às seguradoras, definido para sinistros até o limite da apólice.

Assim, se constar a cobertura para enchentes, sem especificações ou limitações, o condutor terá direito de receber o valor previamente definido no seguro! 

É válido frisar que cabe às seguradoras trazer previamente regras de limitações –  elas não podem negar algo se essa negativa não estiver especificada na apólice, portanto esteja sempre atento para se munir dos argumentos corretos caso precise dialogar com a seguradora nesse meio de campo sobre seguro cobrir desastre natural!

Se o seguro cobrir o desastre natural, a indenização é total ou parcial? 

Se o seu seguro cobre danos da natureza, é importante saber que as seguradoras costumam pagar indenização integral – 100% da Tabela FIPE – caso o prejuízo ultrapasse 75% do valor do carro no momento do reparo. Essa situação configura o popular PT (perda total do veículo).

No caso de avarias menores, os custos do reparo são divididos. O condutor arca com a franquia e a empresa seguradora com o restante da manutenção. 

Saiba o que fazer com a perda total do veículo por enchente, como no caso do Rio Grande do Sul 

Se após a avaliação técnica, seu veículo for sinistrado com laudo de perda total, é necessário dar a baixa no veículo para evitar futuras cobranças indevidas. Já pensou ter que pagar impostos pelo carro que perdeu? Ninguém merece!

De acordo com o Departamento Estadual de Trânsito de São Paulo (DETRAN RS), a baixa do registro do veículo é obrigatória sempre que ele for retirado de circulação nas seguintes possibilidades:

I. Veículo irrecuperável.

II. Veículo definitivamente desmontado.

III. Sinistrado com laudo de perda total.

IV. Vendido ou leiloado como sucata.

Desse modo, a seguradora ou o desmonte devem assumir a obrigação de realização da baixa de veículo quando adquirem a propriedade do veículo

Os passos para que a baixa aconteça são os seguintes:

  1. Se dirigir a qualquer unidade do DETRAN para verificação da documentação e montagem do processo. É importante frisar que o atendimento presencial geralmente é feito mediante agendamento feito no site do DETRAN de sua localidade.
  2. Quitar eventuais débitos pendentes do automóvel em qualquer agência da rede bancária conveniada com o DETRAN de sua localidade.
  3. Nesta mesma unidade de atendimento, entregar as placas e o recorte da numeração do chassi para obter o comprovante de depósito do chassi e das placas do carro.

Confira também quais documentos devem ser apresentados para dar baixa no veículo:

  • Documento de identificação pessoal original com CPF  
  • Certificado de Registro e Licenciamento do Veículo digital (CRLV-e) –  impresso em folha sulfite branca A4, sem timbre, marca d’água ou equivalente (caso o registro do veículo tiver ocorrido até 31/12/2020, o documento que deve ser apresentado é o CRV em papel moeda – o documento verde). Saiba como emitir o CRLV online.
  • Requerimento de Baixa definitiva do veículo – original, preenchido e assinado  
  • Placas do veículo – originais  
  • Recorte do número do chassi – original.
  • Comprovante de depósito do recorte do chassi e das placas do veículo – original 

Você que buscava saber se seguro cobre desastre natural… o conteúdo está ajudando? Esperamos que sim! Ah, você também pode se interessar em ler sobre seguro com documentação atrasada.

AVISO IMPORTANTE: O DETRAN-RS está fora do ar!

Caso você seja um condutor que esteja no Rio Grande do Sul, sobretudo nas regiões afetadas pelas chuvas, saiba que os serviços do DETRAN RS estão indisponíveis por tempo indeterminado. Em sua página, o departamento de trânsito gaúcho comunica que:

“Os serviços do DETRAN RS não estão sendo prestados, porque são realizados por meio de sistemas informatizados, indisponíveis desde 06/05, em razão de uma medida preventiva adotada pela companhia de processamento de dados do RS, a Procergs, que desligou seu datacenter após sua sede ser atingida pela enchente. 

O DETRAN RS vem trabalhando em conjunto com a esfera federal para a publicação de normativas com prazos e medidas excepcionais, para minimizar os prejuízos da indisponibilidade dos sistemas e demais consequências das inundações. Dessa forma, prazos e regramentos relativos a vencimento de CNH, fiscalização de infrações de trânsito, registro de veículos e diversos outros deverão ser flexibilizados. Mais informações serão divulgadas assim que publicada a normativa federal”.

Pensando em ajudar, encontramos esse fórum online com diversos contatos úteis que podem ajudar em diferentes situações que esse momento trouxe. Esperamos que seja útil para você!

Atenção: a seguradora irá avaliar se o segurado se submeteu ao risco 

Sempre que ocorrer um dano ao veículo, haverá uma investigação. Afinal, a seguradora deve saber o que, de fato, ocorreu para liberar ou não o dinheiro do sinistro. Isso é mega importante nesse contexto de se seguro cobre desastre natural.

Por exemplo: caso seu carro esteja em uma área com sinalização de que há o risco de enchente e mesmo assim você desejar ir por aquele caminho em dia de chuva, a seguradora fará a investigação e poderá se negar a pagar o valor se entender que você se expôs desnecessariamente ao risco.

Por via das dúvidas, nunca se submeta a riscos desnecessários!

Também é necessário ter atenção em casos de dano por água salgada 

Fique atento, pois os seguros não costumam cobrir estragos causados pela água do mar e nestes casos eles deixam isso bem especificado na apólice. 

É válido frisar que tal cobertura até pode existir, porém em casos que o veículo estiver estacionado na rua e for atingido pela maré, por exemplo. Por outro lado, se o automóvel estiver estacionado na areia, ele não será coberto. 

Entenda se seguro cobre desastre natural para residências 

No caso de seguros residenciais, é importante considerar a apólice multirrisco, afinal, ela envolve a cobertura de danos causados por desastres naturais ou fenômenos da natureza, no geral.

Por exemplo, caso esta opção conste em sua apólice, se houver algum episódio com raios e os aparelhos domésticos da casa queimarem, é possível acionar o seguro contratado e solicitar uma reparação dos danos.

Para entender se o seguro cobre desastre natural no caso da sua residência, é fundamental estar atento ao que está contemplado na cobertura.

No caso de planos mais básicos de seguro para casas e apartamentos, há cobertura contra incêndios, explosões, fumaça e queda de raios. Por sua vez, algumas operadoras oferecem contratos mais completos, envolvendo outros tipos de cobertura como em situações de desastres.

Como escolher o melhor seguro contra desastres naturais? 

Até aqui já deu para perceber o quão importante é poder contar com a cobertura de desastres naturais na apólice de seguro, não é mesmo!? 

Confira agora alguns dos critérios que devem ser levados em conta para que você possa escolher o melhor seguro e assim estar respaldado contra fenômenos da natureza.

Entenda quais são as necessidades específicas da sua cobertura 

Para quem busca se seguro cobre desastre natural e quer encontrar a melhor opção para o seu caso, é de suma importância considerar a sua realidade e o seu contexto, pois apenas assim será possível entender quais são as suas reais necessidades.

Como os desastres naturais são fenômenos nos quais não podemos controlar, é fundamental estar preparado para o que pode vir mesmo se você não morar em áreas de risco.

É importante observar se você mora perto de montanhas ou encostas (por riscos de deslizamento), perto do mar (por risco de grandes ressacas ou mesmo tsunamis) e um tanto mais de situações. 

Vale frisar que existem riscos mesmo quando você acha que está em um local completamente seguro: afinal, infelizmente pode ocorrer uma grandiosa chuva onde quer que seja, por exemplo. 

É aquela coisa: nesses casos, é melhor prevenir do que remediar. Opte por uma cobertura que te resguarde do máximo de imprevistos possíveis.

Imagem de uma tempestade de raios, ilustrando que qualquer tipo de imprevisto pode acontecer, por isso é importante escolher um seguro que cobre desastres naturais.

Compare as seguradoras e avalie as condições de apólice 

Pesquisar é sempre uma tarefa fundamental para garantir o melhor custo-benefício para os mais diversos produtos – e o mesmo vale para os seguros automotivos e residenciais. 

Fique sempre ligado quanto às condições de cada apólice e compare com critérios antes de fechar negócio – isso evita surpresas e dores de cabeça. É essencial comparar as seguradoras disponíveis no mercado, avaliando a reputação da empresa, os comentários dos clientes e os valores praticados.

Uma boa dica é buscar avaliações e comentários de clientes reais antes de bater o martelo sobre qual seguradora contratar. Dá um Google!

Cheque as formas de pagamento e renovação 

Agora que você já sabe verificar se o seguro cobre desastre natural, não se esqueça de considerar as formas de pagamento de seguro e os critérios para renovação. Cuidado este que entra na hora de realizar as pesquisas de mercado.

Tenha em mente que as empresas oferecem aos clientes diversas condições para pagamento, como à vista ou mesmo parcelado. Na hora da escolha, o importante é que o seguro contratado atenda às suas necessidades, respeitando o tamanho do seu bolso.

E aí, entendeu como o seguro em caso de desastre natural funciona na prática? 

O seguro é sempre um grande facilitador na hora que problemas surgem com o carro ou com a residência, não é mesmo?! 

Mas ter a tranquilidade que o seguro cobre desastre natural traz uma tranquilidade enorme diante das mudanças climáticas e tantos novos desafios que estamos enfrentando nos últimos anos.

A dica é pesquisar com critério e paciência para encontrar a apólice que te resguarde contra o maior tipo de imprevistos possíveis, sobretudo os riscos que você já avaliou fazer mais sentido de acordo com a sua realidade. 

Essas dúvidas sobre seguro em caso de enchente e desastres naturais são super frequentes e fizemos esse conteúdo pensando em ajudar. Esperamos que tenha sido útil!

Continue acompanhando o blog Zapay e fique por dentro das novidades!

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