Como tirar ar do sistema de arrefecimento
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Como tirar ar do sistema de arrefecimento?

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Sabe quando o carro começa a esquentar “do nada” depois de uma troca de fluido, ou a temperatura fica meio instável, sobe e desce sem muita lógica?

Muitas vezes, o vilão é bem simples: ar preso dentro do sistema de arrefecimento. Essas bolhas atrapalham a circulação do fluido, fazem o motor aquecer mais do que deveria e ainda podem enganar o marcador de temperatura no painel.

Tirar o ar do sistema é um processo chamado de “sangria”. Ele pode parecer detalhe, mas é tão importante quanto usar o fluido certo ou ter o radiador em bom estado.

Se essa etapa é mal feita, o motor continua rodando com pontos sem refrigeração adequada e, com o tempo, isso pode virar dor de cabeça grande e cara.

Neste conteúdo, a ideia é te explicar, de um jeito bem direto, o que significa ter ar no sistema, por que isso é um problema, quais são os sintomas mais comuns, como funciona o processo para tirar o ar (em carros com e sem respiro) e quais cuidados ter depois do serviço. Bora lá?

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O que significa ter ar no sistema de arrefecimento?

Quando a gente fala que “tem ar no sistema de arrefecimento”, estamos dizendo que, em vez de o circuito estar 100% preenchido com fluido (água + aditivo), existem bolhas de ar circulando junto. Parece pouco, mas isso atrapalha bastante o trabalho do sistema de arrefecimento.

O caminho normal é assim: o fluido sai do motor quente, passa pelo radiador, esfria e volta para o motor, num ciclo constante.

Quando entra ar nesse processo, essas bolhas ocupam espaço onde deveria ter líquido, criam “bolsões” em alguns pontos e podem deixar áreas do motor sem refrigeração adequada. Em alguns carros, esse ar também interfere na leitura do sensor de temperatura, fazendo o painel mostrar uma coisa enquanto o motor está sentindo outra.

Esse ar costuma aparecer depois de serviços como troca de fluido, manutenção no radiador, troca de mangueiras ou qualquer intervenção mais pesada no sistema. Por isso, a famosa “sangria”, que é justamente o processo de tirar esse ar de dentro, é uma etapa essencial sempre que o sistema é aberto.

Por que é importante tirar ar do sistema de arrefecimento?

Ter ar no sistema de arrefecimento é tipo tentar tomar água com canudo furado: até funciona, mas não do jeito certo. Essas bolhas atrapalham a circulação do fluido e fazem com que partes do motor não recebam refrigeração adequada.

O resultado é um sistema de arrefecimento que trabalha forçado, um radiador menos eficiente e um motor mais perto do superaquecimento.

Outro ponto chato é que o ar pode enganar o próprio carro. Em alguns modelos, ele interfere na leitura do sensor de temperatura, fazendo o painel mostrar que está “tudo ok” enquanto o motor está bem mais quente do que deveria.

Se isso se repete por muito tempo, aumenta o risco de problemas sérios, como junta queimada ou até pode se tornar um dos motivos para o motor do carro fundir.

Tirar o ar do sistema, então, não é frescura de oficina: é uma etapa obrigatória depois de serviços como troca de fluido, reparo no radiador ou substituição de mangueiras.

É ela que garante que o circuito fique cheio só de fluido, sem bolhas, e que o motor trabalhe na temperatura certa, sem susto e sem prejuízo lá na frente.

Sintomas de ar no sistema de arrefecimento

O carro costuma dar alguns sinais bem claros quando tem ar preso no sistema de arrefecimento.

Um dos mais comuns é a temperatura instável: o ponteiro sobe rápido, depois cai de repente, sobe de novo… mesmo em situações em que você não está forçando tanto o motor.

Isso acontece porque, em alguns momentos, o fluido não está circulando direitinho pelo motor e pelo radiador, justamente por causa das bolhas de ar.

Outro sintoma clássico é o carro começar a esquentar logo depois de alguma manutenção, como troca de fluido, troca de mangueiras ou serviço no próprio sistema de arrefecimento.

Se antes ele se comportava bem e, depois do serviço, passou a dar sinal de superaquecimento, é forte candidato a ter ar preso no circuito, principalmente se não foi feita uma sangria caprichada.

Também dá pra desconfiar de ar no sistema quando você percebe borbulhamento no reservatório com o motor funcionando, barulho de água “correndo” dentro do painel ou mangueiras que ficam muito rígidas, como se estivessem sob pressão exagerada.

Em alguns casos, o sensor de temperatura acaba “confuso”: o motor está quente, mas o painel demora para mostrar, ou mostra uma temperatura que não combina com o que está acontecendo na prática.

Se o carro começou a esquentar sem motivo aparente logo depois de mexer no sistema de arrefecimento, ou se a temperatura ficou maluca, subindo e descendo do nada, é bem provável que o problema não seja peça quebrada, e sim ar preso onde só deveria ter fluido.

A boa notícia é que, na maioria dos casos, uma sangria bem feita resolve a situação!

Como tirar ar do sistema de arrefecimento

Tirar o ar do sistema de arrefecimento é fazer a famosa “sangria”: você deixa o circuito cheio só de fluido, sem bolhas atrapalhando a circulação entre o motor e o radiador.

Quase sempre isso é feito depois de abrir o sistema para troca de fluido, reparo de mangueiras ou qualquer manutenção no sistema de arrefecimento.

Cada carro tem seu próprio jeitinho, por isso o ideal é sempre seguir o manual ou deixar o serviço com uma oficina de confiança.

Mas, de forma geral, o processo muda principalmente em dois cenários: quando o carro tem parafuso de respiro e quando não tem!

Tirando ar do sistema com respiro

Nos carros que têm respiro, a sangria é um pouco mais “amigável”. Em geral, esse parafuso fica em algum ponto alto do sistema, perto das mangueiras ou do cabeçote, justamente para ajudar o ar a sair.

O processo costuma começar com o motor frio. A tampa do reservatório é aberta, o fluido é completado até o nível correto e o parafuso de respiro é afrouxado.

A ideia é deixar o ar escapar por ali enquanto o fluido começa a ocupar todos os espaços do sistema, ok? Então, primeiro saem bolhas e um fiapo de líquido; depois, quando começa a sair fluido de forma contínua, sem bolhas, o parafuso é fechado novamente.

Em muitos casos, o motor é ligado em seguida para o fluido circular, a temperatura subir um pouco e qualquer bolha restante ser empurrada para o ponto de saída. A oficina fica de olho no painel, na atuação da ventoinha e, se necessário, volta a mexer no respiro até o sistema ficar estável.

A mistura de água desmineralizada com aditivo no radiador é ajustada nesse momento, garantindo que não falte fluido.

Tirando ar do sistema sem respiro

Já nos carros que não têm parafuso de respiro, a sangria é feita “na marra”, usando a própria circulação do sistema e a posição do carro para ajudar o ar a subir.

Normalmente o veículo é deixado em uma superfície plana (ou com a frente um pouco mais alta), o motor está frio e a tampa do reservatório é retirada.

O fluido é colocado até o nível correto e o motor é ligado ainda com a tampa aberta. Conforme a temperatura sobe, o fluido começa a circular pelo sistema de arrefecimento e as bolhas de ar vão subindo em direção ao reservatório.

É comum ver o líquido borbulhando um pouco nessa hora. Em alguns casos, o mecânico aperta levemente as mangueiras com a mão, ajudando a deslocar o ar preso.

Quando a ventoinha entra em ação uma ou duas vezes e o nível de fluido se estabiliza, as bolhas tendem a diminuir bastante.

O nível é ajustado, a tampa é fechada e, depois de um pequeno teste de rodagem, é feita uma última conferida na temperatura e no comportamento do sensor de temperatura.

Mesmo parecendo simples, qualquer descuido aqui pode deixar o motor trabalhando quente demais e, com o tempo, gerar problemas sérios. Por isso, se você não tem segurança para fazer esse processo, vale muito mais a pena levar direto para uma oficina do que arriscar um prejuízo grande lá na frente.

Cuidados após tirar ar do sistema de arrefecimento

Tirou o ar do sistema de arrefecimento? Beleza, metade do caminho está feito. Agora vem a fase do “fico de olho”, que é tão importante quanto a sangria em si.

Nos primeiros dias, vale observar a temperatura com carinho. Repara se o ponteiro fica estável ali no meio, sem aquelas subidas do nada, e se a ventoinha entra e desliga normalmente.

Se o carro continuar esquentando demais ou a temperatura ficar oscilando, é sinal de que ainda pode ter ar preso ou algum outro ponto do sistema de arrefecimento pedindo atenção.

Outra coisa simples, mas que ajuda muito, é conferir o nível do fluido sempre com o motor frio. Ele pode baixar um pouquinho depois do serviço, porque o que sobrou de ar ainda vai se acomodando.

Agora, se você percebe que precisa completar toda hora ou começam a aparecer manchas coloridas no chão da garagem, é hora de voltar pra oficina e checar mangueiras, abraçadeiras e o próprio radiador.

Na hora de completar, nada de “jogar uma aguinha da torneira só pra quebrar o galho”, hein? O ideal é usar água desmineralizada e o mesmo tipo de aditivo no radiador que já está no sistema, pra não perder a proteção contra ferrugem.

Ah, e regra de ouro: nunca abra a tampa do reservatório com o motor quente, porque a pressão ali dentro é grande e você pode se queimar feio.

Se depois de rodar alguns dias o nível do fluido estiver estável, a temperatura comportada e não tiver nenhum cheiro estranho ou barulho de borbulha, pode respirar aliviado: a sangria foi bem feita e o sistema está cumprindo o papel de manter o motor na temperatura certa, sem drama.

Quanto custa para tirar ar do sistema de arrefecimento?

Aqui vai a verdade que quase ninguém conta: raramente existe um “serviço solo” só de tirar ar do sistema de arrefecimento. Na maioria das oficinas, a sangria entra como parte de outro serviço, tipo:

  • troca de fluido do radiador,
  • limpeza do sistema de arrefecimento,
  • troca de mangueiras, válvula termostática, radiador e por aí vai.

Quando o carro já está na oficina pra esse tipo de manutenção, tirar o ar costuma entrar no pacote, sem um preço separado.

O que pesa mesmo no valor final é a mão de obra do serviço principal e o material usado, como fluido novo e aditivo no radiador.

Falando em valores bem pé no chão e de mercado, dá pra pensar mais ou menos assim:

  • Quando a sangria vem junto com a troca de fluido / limpeza simples do sistema de arrefecimento, em carro popular, muita oficina cobra algo na faixa de R$ 150 a R$ 250 pelo pacote (mão de obra + fluido).
  • Se for uma limpeza mais completa, com produto específico, mais tempo de serviço e uma checagem mais detalhada do sistema, esse valor pode subir para algo em torno de R$ 250 a R$ 400 ou mais, dependendo do carro.
  • Agora, se for só pra tirar o ar (aquele cenário em que já trocaram fluido em outro lugar e o carro ficou esquentando), algumas oficinas cobram uma mão de obra rápida que costuma ficar ali na casa dos R$ 80 a R$ 150. Outras nem cobram se você já está fazendo outro serviço junto.

Claro, isso varia de região pra região e de oficina pra oficina, mas esses valores já ajudam você a ter um “termômetro” pra saber quando o preço está dentro da realidade ou totalmente fora da curva!

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Augusto Nakaharada