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Ar condicionado de carro: dicas e como funciona

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Quando o ar-condicionado do carro começa a dar sinal de cansaço, não tem muito mistério: a gente só quer que ele volte a gelar e pronto. 

Só que aí vêm as dúvidas de sempre: será que precisa limpar? É falta de gás? Tem algum defeito? Gasta muita gasolina? E por que funciona bem em um dia e no outro parece que virou só ventilador?

A boa é que dá pra entender isso sem virar mecânico. Neste conteúdo, a gente vai conversar sobre como o ar-condicionado do carro funciona, quais são as principais peças, como perceber quando tem algo estranho e quais cuidados do dia a dia ajudam a evitar dor de cabeça (e gasto desnecessário). 

Também vamos passar dicas práticas pra usar melhor na cidade e na estrada, e como desembaçar o vidro sem sofrimento.

E já fica a dica: esse tipo de cuidado combina muito com outras manutenções que salvam o rolê, tipo evitar bateria descarregada e revisar o carro antes de viajar!

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Como funciona o ar condicionado do carro

Pensa no ar-condicionado do carro como um “ciclo” que tira o calor do ar de dentro do carro e joga esse calor pra fora. Ele não cria frio do nada: ele pega o ar quente do interior, passa por um sistema que “rouba” esse calor, e devolve o ar mais fresquinho pra cabine.

O caminho, bem resumido, é mais ou menos assim:

  1. Você liga o ar e escolhe a temperatura/força.
  2. Um gás (o refrigerante) começa a circular pelo sistema.
  3. Esse gás é comprimido, resfriado, expandido e volta a circular, repetindo o processo.
  4. Nessa volta, ele ajuda a resfriar o ar que entra nas saídas do painel e ainda reduz a umidade, o que é ótimo pra desembaçar.

E um detalhe importante: mesmo quando você não percebe, o sistema é bem “sensível” a coisas como sujeira, falta de manutenção preventiva e pequenas perdas. 

Por isso, às vezes ele ainda ventila, mas não gela.

Principais componentes do ar condicionado carro

O sistema tem várias peças, mas três são as “estrelas” que fazem o ciclo acontecer. Se uma delas não estiver legal, o ar pode parar de gelar, gelar pouco ou ficar oscilando.

Compressor

O compressor é o “coração” do ar-condicionado. Ele pressuriza o gás refrigerante e faz esse gás circular pelo sistema.

Quando o compressor está bom, o ciclo funciona redondinho. Quando ele começa a falhar, é comum aparecerem sintomas tipo:

  • Ar gelando bem menos;
  • Ar gelando e parando (vai e volta);
  • Barulhos diferentes ao ligar o ar;
  • Em alguns casos, o ar nem arma.

Também é uma das peças que mais impacta o custo quando dá problema, justamente por ser fundamental.

Condensador

O condensador fica, geralmente, na parte da frente do carro (perto do radiador). Ele serve pra “descarregar” o calor: é ali que o gás, que vem quente e pressurizado, perde calor pro ambiente externo.

Se o condensador estiver sujo, amassado ou com pouca ventilação (por exemplo, ventoinha com problema), o ar pode até gelar, mas gelar pouco, principalmente em dia quente ou no trânsito pesado.

Evaporador

O evaporador fica dentro do carro (atrás do painel). É nele que o ar do interior passa e sai mais frio pelas saídas. Dá pra dizer que é a parte que “faz o frio aparecer” pra você.

Quando o evaporador está com sujeira, umidade e microrganismos acumulados, podem surgir:

  • Cheiro ruim ao ligar o ar;
  • Pouca vazão de ar (parece que “não sopra” direito);
  • Sensação de que o ar gela pouco, mesmo com tudo ligado no máximo.

E é por isso que limpeza e troca de filtro (quando aplicável) ajudam muito na sensação de gelar bem.

Como identificar problemas no ar condicionado do carro?

Quando o ar não tá legal, ele costuma dar sinais bem claros. O segredo é observar o “comportamento” e, principalmente, quando isso acontece (só parado? só em dia quente? só na estrada?). Olha os sinais mais comuns e o que eles podem indicar:

Ar condicionado do carro não gela (ou gela bem pouco)

Isso é o clássico. Pode acontecer por falta de gás, vazamento no sistema, compressor cansado, condensador sujo/sem ventilação ou até filtro de cabine muito sujo atrapalhando a passagem do ar. Também rola de gelar pouco em trânsito pesado quando tem problema de ventilação na frente do carro (ventoinha, sujeira no condensador, etc.).

Gela no começo e depois para (vai e volta)

Esse “liga e desliga” pode ser normal em alguns momentos, mas quando fica exagerado e o carro não mantém o frio, pode indicar sensor, pressostato, compressor falhando, excesso/falta de gás ou algum entupimento. 

Se você percebe que na estrada gela melhor e na cidade piora, é um sinal bem típico de que algo na troca de calor/ventilação pode não estar 100%.

Cheiro ruim quando liga o ar

Cheiro de mofo é praticamente um aviso de “tem umidade + sujeira acumulada aí”. Normalmente envolve evaporador sujo e/ou filtro de cabine saturado. Além do incômodo, pode irritar nariz e garganta, então vale resolver logo.

Sai pouca ventilação mesmo no máximo

Muita gente acha que isso é “ar fraco”, mas nem sempre é o sistema de refrigeração. Às vezes é filtro de cabine entupido, dutos sujos, ventilador interno com problema ou algo obstruindo a passagem de ar. A sensação é: você coloca no 4 e parece que tá no 1.

Barulhos diferentes ao ligar o ar

Se começou a fazer barulho metálico, chiado forte, rangido ou ruído “pesado” quando liga, vale investigar. Pode ser correia, rolamento, embreagem do compressor, ventilador interno ou alguma peça vibrando. Barulho que apareceu do nada e só acontece com o ar ligado é sinal de atenção.

Vidro embaçando demais ou demorando pra desembaçar

O ar-condicionado ajuda a tirar umidade. Se antes desembaçava rápido e agora está demorando muito, pode ser que o sistema não esteja trabalhando como deveria (ou o modo de uso não esteja ajudando, tipo recirculação ligada na hora errada).

Sinais de vazamento

Alguns vazamentos são invisíveis, mas se o gás “some” com frequência e você precisa completar direto, tem alguma perda no sistema. Completar gás sem achar vazamento é aquela solução que vira gasto recorrente.

Dica rápida: se você não sabe por onde começar, testa em três situações.

  • carro parado na sombra;
  • carro no sol e no trânsito;
  • carro em velocidade na estrada.

Se a diferença de desempenho for gigante, isso já dá um bom norte do que investigar.

Quanto custa fazer manutenção no ar condicionado do carro?

O valor varia bastante porque “manutenção de ar-condicionado” pode significar coisas bem diferentes. Tem desde uma limpeza simples até troca de peças mais caras. Pra ficar fácil, pensa em faixas de serviço:

Revisão/check-up do sistema

Geralmente inclui inspeção veicular, teste de pressão, verificação de vazamento, avaliação do compressor e do funcionamento geral. Costuma ser o primeiro passo quando o ar não gela ou está oscilando.

Limpeza e higienização

É o que resolve o cheiro ruim e melhora a qualidade do ar. Pode envolver limpeza de dutos, evaporador (dependendo do método) e troca do filtro de cabine. O preço muda conforme o carro e o tipo de higienização (simples vs. mais completa).

Carga de gás (com ou sem contraste)

Se o problema for só falta de gás, pode ser que uma carga resolva por um tempo. Mas aqui vai o ponto importante: se o gás acabou, em muitos casos tem vazamento. Aí pode entrar contraste/UV pra achar o ponto e consertar antes de recarregar, senão vira manutenção repetida.

Conserto de vazamento

Aí o custo depende de onde está vazando: pode ser mangueira, vedação, conexão, válvula, condensador, evaporador. Tem vazamento fácil de resolver e tem vazamento que exige desmontagem maior.

Troca de peças

Quando entra compressor, condensador, evaporador ou válvulas, o valor costuma subir bastante. Compressor, principalmente, é um dos itens que mais pesa no bolso quando precisa trocar.

Como aumentar a vida útil do ar condicionado do carro?

Dá pra fazer o ar-condicionado durar bem mais com alguns hábitos simples. Não é nada complicado, mas faz diferença porque o sistema trabalha com gás, pressão, umidade e peças que não curtem sujeira nem “abandono”.

Use o ar com frequência (mesmo no frio)

Parece estranho, mas ajuda. Quando você liga o ar de tempos em tempos, o sistema circula o óleo que lubrifica componentes internos e mantém as vedações “ativas”. Carro que fica meses sem usar o ar pode acabar tendo ressecamento de borrachas/vedações e aí começam pequenas perdas de gás.

Evite ligar no máximo logo de cara com o carro pelando no sol

O ar até dá conta, mas você força mais o sistema. O melhor é: abre as janelas por uns segundos, deixa o ar quente sair, e depois liga o ar. Se o seu carro tiver, usar o modo de recirculação depois que a cabine já deu uma refrescada ajuda bastante.

Cuide do filtro de cabine (quando o carro tem)

Filtro de cabine entupido deixa a ventilação fraca, piora o conforto e faz o sistema trabalhar mais do que deveria. Além disso, contribui para cheiro ruim e poeira dentro do carro. Trocar no tempo certo costuma ser uma das manutenções mais baratas e que mais melhora o “sopro”.

Faça higienização periódica

Cheiro de mofo não aparece do nada. Ele vem de umidade + sujeira acumulada, principalmente na região do evaporador e dutos. Higienização periódica ajuda a evitar mau cheiro, melhora o ar que você respira e reduz chance de acúmulo que atrapalha o desempenho.

Fique de olho em sinais pequenos antes de virar problema grande

Ar que demora mais pra gelar, variação de temperatura, barulhos diferentes e cheiro estranho são sinais que valem uma revisão. Quanto antes você resolve, menor a chance de virar troca de peça cara.

Evite “completar gás” toda hora sem investigar

Gás não é pra “acabar” rápido. Se você recarrega e em pouco tempo volta a perder desempenho, tem chance grande de vazamento. Aí o certo é identificar e corrigir a causa, senão vira gasto repetido.

Dê atenção ao sistema de arrefecimento e ventilação do carro

Muita gente esquece, mas o ar-condicionado depende da troca de calor na parte da frente do carro. Se a ventoinha está fraca, o radiador/condensador está muito sujo, ou tem algo prejudicando a ventilação, o ar costuma piorar principalmente em trânsito e dias quentes.

Diferença entre ar condicionado do carro manual e digital

Os dois tipos fazem a mesma coisa: resfriam e desumidificam o ar. A diferença está no jeito que você controla e na precisão para manter a temperatura.

Ar condicionado manual

No manual, você controla tudo “na mão”: intensidade do ventilador, direção do ar e, em muitos carros, você escolhe mais ou menos o frio pelo seletor (que nem sempre é uma temperatura exata, e sim um nível).

Como ele se comporta:

  • Você ajusta e ele mantém aquele padrão de funcionamento
  • Se o clima muda (sol forte, mais pessoas no carro, estrada), você provavelmente vai mexer de novo
  • É mais simples e direto, e costuma ser mais barato de manter quando o sistema é mais básico

Ar condicionado digital (ou automático)

No digital, você escolhe a temperatura desejada (tipo 22°C) e o carro “se vira” para manter aquilo o mais estável possível. Ele usa sensores (temperatura interna/externa, em alguns casos incidência de sol e umidade) e ajusta sozinho o ventilador e o funcionamento do sistema para chegar e manter na meta.

Como ele se comporta:

  • Tende a manter a cabine mais constante e confortável
  • Reduz a necessidade de ficar ajustando toda hora
  • Pode ter funções extras, como dual zone (motorista e passageiro com temperaturas diferentes) e modos automáticos mais inteligentes

Na prática, qual é melhor? Depende do que você valoriza.

Dicas para usar corretamente o ar condicionado

Quer usar bem e sem desperdício? A lógica é ajudar o sistema a trabalhar “mais fácil”.

  • Carro muito quente: abre as janelas por alguns segundos, deixa o bafo sair e só depois liga o ar.
  • Recirculação: usa pra gelar mais rápido e manter o frio. Se começar a dar sensação de ar pesado ou embaçar, alterna com ar de fora.
  • Depois que gelar: baixa a ventilação. Manter a cabine fresca costuma exigir menos do que tentar gelar no máximo o tempo todo.
  • Pra evitar cheiro ruim: se der, desliga o ar antes de chegar e deixa só a ventilação ligada por 1 ou 2 minutos.

Pra fechar, fica a dica: ar-condicionado bom é aquele que funciona bem e não vira surpresa no bolso. Se aparecer cheiro ruim, perda de desempenho ou o ar parar de gelar, vale resolver cedo, porque manutenção simples costuma sair bem melhor do que esperar virar problema maior.

Se quiser se aprofundar (com passo a passo), esses conteúdos ajudam bastante:

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Pedro Vogado

Sou Pedro Vogado, Cofundador e Diretor de Government Affairs da Zapay e Presidente da ABREMPAG (Associação Brasileira das Empresas de Meios de Pagamentos de Débitos Veiculares e Tributos Governamentais). Além disso, tenho bacharelado em Administração pela Universidade Norte do Paraná e bacharelado em Direito pelo Centro Universitário de Brasília. Desde cedo, sempre fui apaixonado por iniciativas das empresas privadas que ajudam o setor público a evoluir, por isso, sempre empreendi para colocar esse propósito em prática. Afinal, ao evoluir o setor público e ajudar a fazer as coisas de forma mais eficiente, todos saem ganhando. Na Zapay, tenho a responsabilidade de gerir todos os convênios e conexões da Zapay com os DETRANs e órgãos públicos, sou eu quem lido com todas as estratégias associadas a isso. Na ABREMPAG, eu lidero as discussões relacionadas ao setor de meios de pagamentos de débitos veiculares junto aos órgãos e entidades de trânsito do Brasil, em nome das mais de 11 empresas associadas. Tudo isso me trouxe grande experiência no universo das taxas veiculares e nos requisitos para andar com o veículo sempre dentro da lei. Pensando em compartilhar vocês a minha vivência e todo esse conhecimento adquirido, eu escrevo aqui no Blog Zapay sobre assuntos relacionados aos processos dos DETRANs e dos demais órgãos de trânsito, além de tudo o que envolve o pagamento de IPVA, Licenciamento e Multas. Espero que os meus conteúdos - recheados de dicas e atalhos - ajudem a tirar as suas dúvidas e facilitem o seu dia a dia. Confira também o meu Linkedin: https://www.linkedin.com/in/pedro-vogado/

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