Existe uma faixa ao lado do carro que nenhum retrovisor mostra, e é aí que moram os problemas. Veja onde fica o ponto cego e como reduzi-lo.
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Ponto cego do carro: o que é, onde fica e como reduzir o risco

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O ponto cego do carro é a faixa ao redor do veículo que não aparece nem nos retrovisores nem no campo de visão direto do motorista, e é exatamente ali que mora a maioria dos sustos na mudança de faixa.

Ele existe em qualquer veículo, do hatch compacto ao caminhão, e não é defeito de projeto. É consequência da posição dos espelhos, do tamanho das colunas e do formato da carroceria.

Neste guia, você vai ver onde ficam os pontos cegos, por que eles causam tanto acidente, como regular os retrovisores para reduzir essa área, o que muda em caminhões e ônibus e se os sensores modernos resolvem o problema.

O que é o ponto cego do carro

Ponto cego é toda região que você não enxerga sem virar a cabeça. O campo visual do motorista é formado por três fontes, que são a visão direta pelo para-brisa e pelas janelas, o retrovisor interno e os dois retrovisores externos.

Entre essas fontes sobram lacunas. A maior delas fica nas laterais traseiras, no espaço que já saiu do retrovisor e ainda não entrou no seu campo de visão periférica.

O tamanho dessa área muda conforme o carro, a altura do banco, a posição de dirigir e, principalmente, a regulagem dos espelhos. Um espelho mal regulado dobra o problema, porque mostra a lateral do próprio carro em vez da faixa ao lado.

Onde ficam os pontos cegos de um carro

São três regiões principais, e cada uma cria um tipo diferente de risco.

Nas laterais traseiras

É o ponto cego clássico, localizado em diagonal atrás das portas dianteiras, dos dois lados. Um carro que vem ultrapassando some do retrovisor interno, aparece rapidamente no externo e depois desaparece de novo antes de entrar na sua visão periférica.

Esse intervalo dura poucos segundos e é o momento em que a maioria das colisões laterais acontece.

Nas colunas do para-brisa

As colunas dianteiras, que sustentam o teto ao lado do para-brisa, escondem parte do que está à frente. Em curvas e cruzamentos, elas chegam a ocultar um pedestre inteiro ou uma moto que se aproxima.

Modelos mais novos têm colunas mais grossas por causa dos requisitos de segurança em capotamento, o que ampliou essa área escondida.

Atrás do veículo

A região logo atrás do para-choque traseiro não aparece em nenhum espelho. Em SUVs e picapes, essa faixa é maior e alcança vários metros, o que representa risco sério para crianças e animais em manobras de ré.

Câmera e sensores de ré ajudam, mas não substituem a conferência antes de entrar no carro e o uso do retrovisor em movimento lento.

O ponto cego de caminhões e ônibus

Em veículos pesados, o ponto cego é muito maior e existe nos quatro lados. A cabine alta cria uma zona logo à frente do para-choque que o motorista não enxerga, e as laterais têm áreas extensas escondidas, principalmente do lado direito.

Somam-se a isso a distância de frenagem e o comportamento do conjunto em descida, quando o caminhoneiro depende do freio motor para segurar a velocidade sem cozinhar o freio de serviço. Um carro que corta a frente de um caminhão nessa situação não dá tempo de reação.

Onde não ficar quando você está de moto ou bicicleta

De moto ou bicicleta, a regra é direta, porque se você não enxerga o rosto do motorista pelo espelho dele, ele também não enxerga você.

Evite andar em paralelo à cabine, principalmente do lado direito, e nunca fique parado nesse ponto em semáforo. Quem pilota conhece a resposta do motor em cada faixa de giro, e usar bem as marchas da moto ajuda a atravessar rápido a zona cega em vez de permanecer nela.

Em conversões à direita, o caminhão faz uma trajetória aberta e fecha o espaço junto à calçada. Ficar entre o veículo e o meio-fio nesse momento é o cenário mais perigoso do trânsito urbano para dois rodas.

Por que o ponto cego causa tantos acidentes

O motivo é a combinação de tempo curto e confiança excessiva no espelho. O motorista olha, não vê nada e muda de faixa, sem considerar que o outro veículo pode estar justamente na lacuna.

Chuva forte piora tudo, porque reduz a visibilidade nos espelhos e no vidro lateral, no mesmo trecho em que cresce o risco de aquaplanagem e de manobra brusca.

Existe ainda o fator sinalização. Mudar de faixa sem seta é infração grave, prevista no artigo 196 do Código de Trânsito Brasileiro, com multa de R$ 195,23 e cinco pontos na carteira, além de tirar do outro motorista a chance de reagir. 

Quem já foi autuado consegue consultar e parcelar multas pela placa em até 12x, junto com os demais débitos do veículo.

O risco maior com motos e bicicletas

Moto e bicicleta ocupam pouco espaço no espelho e se aproximam rápido, o que engana a percepção de distância. Em corredor entre faixas, situação comum no trânsito das grandes cidades, o motociclista passa exatamente pela região que o motorista menos observa.

Por isso a checagem por cima do ombro antes de qualquer movimento lateral é a medida que mais evita esse tipo de acidente.

Como regular os retrovisores para diminuir o ponto cego

Antes dos espelhos, ajuste a posição de dirigir, com o banco na altura e distância corretas e as costas apoiadas. O ajuste é o mesmo para quem está aprendendo a dirigir carro automático e para quem usa câmbio manual, porque a referência de todos os espelhos parte da sua posição no banco.

A lógica da regulagem é simples. Quanto menos você enxerga a lateral do próprio carro no retrovisor externo, maior é a área útil do espelho.

Passo a passo do retrovisor esquerdo

1. Sentado na posição normal de dirigir, incline a cabeça para a esquerda até quase encostar no vidro da porta.

2. Nessa posição, regule o espelho até enxergar uma faixa mínima da lateral do seu carro.

3. Volte à posição normal. O espelho passa a mostrar a faixa ao lado, e não mais a lataria.

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Passo a passo do retrovisor direito

1. Incline a cabeça para a direita, até o centro do carro, aproximadamente sobre o console.

2. Ajuste o espelho até ver uma faixa mínima da lateral direita.

3. Volte à posição normal e confira o resultado com um carro passando ao lado.

O retrovisor interno completa o conjunto e deve enquadrar o vidro traseiro inteiro, sem precisar mover a cabeça.

O erro mais comum na regulagem

O erro mais frequente é deixar os espelhos apontados para dentro, mostrando boa parte da lateral do próprio carro. Essa configuração dá sensação de referência, mas duplica a área invisível, porque os três espelhos passam a mostrar quase a mesma imagem.

Com a regulagem correta, um veículo que ultrapassa sai do retrovisor interno e entra imediatamente no externo, sem intervalo. Se ele some por um instante, ainda existe folga para ajustar.

Espelhos auxiliares e sensores de ponto cego funcionam?

O espelho auxiliar convexo, aquele redondo colado no canto do retrovisor, amplia o campo de visão e ajuda bastante em carro alto e em veículo de carga. Ele distorce a distância, então serve para detectar presença, não para julgar quão perto o outro veículo está.

O alerta de ponto cego eletrônico usa sensores ou radares nas laterais traseiras e acende um aviso no espelho quando algo entra na zona monitorada. É um recurso eficiente e cada vez mais comum, inclusive em versões de entrada.

Porém, nenhum dos dois substitui o olhar por cima do ombro. Sensor pode sujar, falhar em chuva forte ou não reconhecer uma bicicleta, e o custo desse erro é alto. 

Quem depende do carro no dia a dia mantém a checagem manual como regra, junto com a documentação em ordem, que dá para acompanhar na Zapay, onde é possível consultar a placa grátis e ver IPVA, licenciamento e multas em aberto.

Perguntas frequentes sobre ponto cego do carro

Todo carro tem ponto cego?

Sim, todo carro tem ponto cego, porque nenhum conjunto de espelhos cobre 360 graus. O tamanho da área muda conforme o modelo, a posição do banco e a regulagem dos retrovisores, e boa regulagem reduz bastante essa faixa.

Retrovisor panorâmico resolve ponto cego?

Não, o retrovisor panorâmico não resolve o ponto cego sozinho. Ele amplia o campo de visão interno, o que ajuda, mas continua sem alcançar as laterais traseiras, que são justamente a região crítica.

Como fazer ultrapassagem com segurança?

Para ultrapassar com segurança, confira o retrovisor interno, depois o externo do lado da manobra, sinalize com antecedência e faça a checagem rápida por cima do ombro antes de mudar de faixa. Complete a ultrapassagem sem hesitar e só retorne à faixa original quando enxergar o veículo ultrapassado inteiro no retrovisor interno.

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Callebe Mendes

Sou Callebe Mendes, CEO da Zapay, Forbes Under 30, empreendedor, palestrante e mentor. Possuo graduação em Engenharia Civil pela Universidade de Brasília e sinto que tenho um débito com a UnB, porque foi ela que me propiciou chegar até aqui - foi durante a minha graduação que a Zapay nasceu. Quando fundei a Zapay, tinha em mente que o principal valor dela deveria estar em concordância com meu principal objetivo de vida: impactar positivamente a vida das pessoas. Assim, desde 2017, a Zapay traz ótimas soluções para economizar tempo e dinheiro dos proprietários de veículos no Brasil. Pensou em pagamento de IPVA, multas e licenciamento? A Zapay está aqui para te ajudar. Com uma trajetória marcada por resiliência e criatividade, ajudei a Zapay a estabelecer conexões e relacionamentos fundamentais para o crescimento da empresa: somos credenciados na Secretaria Nacional do Trânsito, no Ministério dos Transportes e somos a única empresa credenciada em todos os 27 DETRANs do Brasil, tudo isso para garantir que os nossos serviços sejam totalmente confiáveis e seguros. Não bastasse virar referência no pagamento das taxas veiculares, fomos além: hoje, no App Zapay, você também consegue adquirir a Tag Veicular Sem Parar com condições exclusivas, contratar os melhores planos de assistência veicular, emitir CRLV digital, ativar alerta de multas… são tantas facilidades na palma da mão, que a Zapay virou a melhor amiga do motorista brasileiro. Após tantos anos vivendo e respirando o universo dos veículos no Brasil, adquiri uma vasta experiência no setor, e pense num cara apaixonado por tudo isso? Esse cara sou eu! Meu espírito empreendedor sempre andou de mãos dadas com a inovação e com a constante busca por conhecimento, por isso, faço questão de compartilhar toda a minha vivência e a minha experiência com vocês. Aqui, no Blog Zapay, eu trago as melhores dicas sobre diversos assuntos relacionados ao universo automotivo - é uma das formas que encontrei de retribuir o tanto que tenho aprendido com a Zapay. Se meus conteúdos verdadeiramente te ajudarem, é sinal que estou no caminho certo. Espero que curta me acompanhar por aqui, confira também o meu LinkedIn: https://br.linkedin.com/in/callebe-mendes