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Saiba como funciona o câmbio do seu carro

Como funciona o Câmbio Manual do seu carro?

Hey, amigo condutor! Conheça todos os detalhes sobre como funciona o câmbio manual e quais são os cuidados necessários para este sistema de transmissão. Ainda: fique por dentro sobre eventuais sintomas de falta de óleo no câmbio manual, dentre outras dicas.

– O que é o câmbio manual? 

– Quantas marchas tem o câmbio manual? 

– O que pode estragar o câmbio manual? 

– Como passar marcha câmbio manual? 

– Como funciona o sistema de transmissão do câmbio manual? 

– Quantos km dura o câmbio manual? 

– Qual a marcha para subir uma ladeira? 

– Qual a marcha para descer? 

– Qual a marcha que gasta mais combustível? 

– Pode sair de segunda marcha na descida? 

– Como saber se o câmbio manual está ruim? 

– O que faz quebrar a caixa de marcha? 

– Como saber se falta óleo no câmbio manual?

O que é o câmbio manual? 

O câmbio manual é um sistema de transmissão que faz uso do conjunto de embreagem para se conectar ao motor. Neste tipo de câmbio, há a dependência do motorista para que aas trocas de marchas possam ser realizadas.

Com tais característica, o câmbio manual é indicado aos motoristas que preferem interferir diretamente na condução do carro. Trata-se do sistema mais usual o Brasil ainda hoje, sendo uma ótima opção para quem deseja manutenção de menor custo, quando comparada aos gastos de um câmbio automático, por exemplo. 

Você pode estar se perguntando: mas por que o câmbio manual tem a manutenção amis em conta? Por uma questão prática: é mais fácil encontrar suas peças e os devidos reparadores para este tipo de transmissão, afinal, o automóvel com câmbio manual é ainda o mais acessado pelos condutores brasileiros.

Dicas da Zapay: já teve a oportunidade de dirigir um veículo com câmbio CVT, amigo motorista? Ou ainda: sabe como dirigir carro automático? Tire suas dúvidas sobre estes dois temas com os conteúdos da Zapay!

Quantas marchas tem o câmbio manual? 

No Brasil, os carros populares costumam ter cinco marchas: primeira, segunda, terceira e quarta marchas, além da ré. Porém, nos últimos anos, é possível encontrar veículos com seis marchas no câmbio, com certa facilidade.

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O que pode estragar o câmbio manual? 

Há alguns hábitos dos condutores que podem trazer problemas ao desempenho do câmbio manual e, consequentemente, do automóvel. Confira quais são e evite estes gestos.

  •  Jamais dirija com o pé apoiado no pedal: é importante ter em mente que o pedal de embreagem apenas pode ser acionado quando for o momento de trocar de marcha. Quando o pé fica o tempo todo apoiado no pedal, a consequência é um desgaste acentuado de todo o sistema, afinal, mantém-se o atrito entre o disco e o platô. Assim, o disco escorrega, causando um efeito parecido ao de uma lixa, o que força as molas de pressão do sistema, sem necessidade alguma.
  • Não segure o carro com câmbio manual com a embreagem: imagine que você está em um aclive e deve manter o carro parado. Há motoristas que optam por usar os pedais de embreagem e do acelerador, porém tal prática pode trazer prejuízos ao automóvel e ao bolso do proprietário. Este gesto gera um escorregamento severo no contato do platô com o disco, desgastando severamente tais componentes. Para a referida situação, é recomendável o uso do freio de mão na subida antes de arrancar com o automóvel – gesto que poupa os componentes de embreagem e oferece mais segurança ao condutor.
  • Evite rodar com a marcha muito alta: há condutores que querem sempre andar em marchas mais alta com intuito de economizar combustível, para que a rotação do moto seja reduzida. Porém, quando a marcha é incompatível com a velocidade, as rotações ficam baixas demais, o que força em demasia o sistema de embreagem. Desse modo, o sistema de embreagem fica sobrecarregado, já que fica submetido a um torque excessivo sem necessidade. Além disso, o hábito força a transmissão e o motor do carro, que podem sofrer danos, além de elevar o consumo de combustível, na realidade.
  • O automóvel não deve ficar engatado ao parar no semáforo: se você é um condutor que costuma deixar o pé no pedal de embreagem, com o motor ligado e câmbio engrenado ao parar em um semáforo, a dica é: pare com tal costume. Quando o condutor pisa até o fundo, o platô e o disco não serão afetados, porém outros componentes se desgastam, como molas, rolamentos, dentre outros, pois são forçados de forma brusca. O ideal é que o veículo fique em ponto morto, com freio acionado e apenas deve ser engrenado quando o carro tiver que se movimentar. 
  • Evite rodar com excesso de carga no veículo: quando a carga do carro está acima do peso recomendado pela montadora, será gerado excesso de torque no sistema, além de comprometer a suspensão e os pneus. Ou seja, só dor de cabeça e, consequentemente, no bolso.

Como passar marcha câmbio manual? 

Conforme cada condutor aprende nas autoescolas brasileiras, passar marchas em um câmbio manual envolve uma série de etapas. Conheça a seguir o que é cada uma destas etapas e como fazer este processo:

  1. É importante se familiarizar com a disposição do câmbio – para ganhar confiança e ser mais assertivo ao mudar marchas. Verifique a posição das marchas no câmbio e localize a posição neutra (geralmente, ao centro) antes de iniciar o processo.
  2. Ao se preparar para mudar de marcha, pressione completamente o pedal da embreagem com o pé esquerdo. Isso desconecta o motor das rodas e permite que motorista faça a troca sem forçar os componentes do câmbio.
  3. Ao mesmo tempo em que pressiona a embreagem, tire o pé do acelerador para reduzir a potência do motor e facilitar a troca de marcha.
  4. Com o pé no pedal da embreagem e o carro em movimento, mova a alavanca de câmbio para a posição da marcha desejada. A sequência de marchas, normalmente, é: primeira marcha para cima e para a esquerda, segunda marcha para baixo e para a esquerda, terceira marcha para cima e para a direita, quarta marcha para baixo e para a direita, quinta marcha para cima e para a direita (alguns veículos têm sexta marcha). A ré está, geralmente, para baixo e para a direita.
  5. Após selecionar a nova marcha, solte o pedal da embreagem de forma gradual e controlada. Isso permite que a embreagem se conecte novamente, transmitindo a potência do motor para as rodas e engatando a nova marcha.
  6. À medida que o solta o pedal da embreagem, comece a acelerar suavemente com o pé direito para aumentar a velocidade do veículo de acordo com a nova marcha selecionada.
  7. Repita essas etapas sempre que precisar mudar de marcha. Lembre-se de que é importante sincronizar as rotações do motor com a velocidade do veículo e escolher a marcha adequada para a situação, como subir ou descer uma colina, acelerar rapidamente ou dirigir em velocidades mais altas.

A dica aos condutores inexperientes é sempre praticar e ganhar experiência para desenvolver uma troca de marchas suave e eficiente. Cada carro pode ter suas particularidades, portanto, é recomendável consultar o manual do proprietário para obter informações específicas sobre a melhor prática de troca de marchas para o seu automóvel. Fique ligado!

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Como funciona o sistema de transmissão do câmbio manual? 

De acordo com o que você já aprendeu neste artigo, amigo condutor, o sistema de transmissão de um câmbio manual é responsável por transmitir a potência do motor para as rodas do veículo. Ele consiste em várias partes essenciais, que trabalham juntas para permitir a seleção e a troca de marchas. 

Vale dizer que, como se trata de um sistema, o câmbio atua em diferentes momentos do funcionamento do carro – desde a partida do motor até o deslocamento. Desse modo, é importante que o sistema de transmissão contenha:

  1. Dispositivo para possibilitar a partida do motor.
  2. Torque e rotação com capacidade para suportar qualquer carga que seja imposta ao automóvel durante o deslocamento.
  3. Capacidade de manter o carro parado, mesmo quando o motor está em funcionamento.
  4. Faixa de rotação ideal para que os níveis de consumo de combustível e emissão de poluentes sejam aceitáveis. 

Assim, a potência e o torque produzidos pelo motor são transferidos pelo volante do motor. Vale dizer que, para que este movimento ocorra, é preciso que as outras peças funcionem, sendo capazes de receber tal força e enviá-la para as rodas motrizes. Com isso, o sistema de transmissão faz essa ação por intermédio da fricção, que é causada entre o volante do motor e o disco de embreagem.

Na etapa seguinte, a força exercida por meio das engrenagens é reduzida ou multiplicada, com o foco em alterar para 90º a direção do torque. É neste momento que o torque sofre sua última redução e recebe as devidas variações de rotação para, depois, ser enviado às rodas.

Lembre-se, amigo condutor: as rodas motrizes são peças responsáveis por receber a força originária da caixa de marchas e enviá-la pelo diferencial, através dos semieixos. Devido a tal fato, a definição das rodas motrizes ocorre com base na carga e na finalidade do automóvel.

Assim, a união do motor com o sistema de transmissão é também conhecida como trem de força, que pode ser instalado na traseira ou na dianteira do veículo. Quando a instalação é feita na traseira, o envio da força é realizado pelo eixo cardan. Já quando a instalação é na dianteira, são usados somente semieixos. 

Conheça os componentes que fazem parte do câmbio de transmissão manual.

  1. Embreagem: responsável por conectar e desconectar o motor das rodas. É composta por um disco de embreagem, um platô de pressão e um volante do motor. Quando o pedal da embreagem é pressionado, o disco de embreagem é desengatado do volante do motor, interrompendo a conexão entre o motor e a transmissão.
  2. Disco de embreagem: peça revestida de material friccional que se encaixa entre o volante do motor e o platô de pressão. Ele é responsável por transmitir a potência do motor para a transmissão quando está engatado.
  3. Platô de pressão: trata-se de uma placa de pressão que, quando acionada, pressiona o disco de embreagem contra o volante do motor. Isso permite a transferência de torque do motor para a transmissão quando a embreagem está engatada.
  4. Câmbio: composto por um conjunto de engrenagens que variam em tamanho e estão montadas em eixos. As engrenagens são responsáveis por alterar a relação de transmissão entre o motor e as rodas para diferentes situações de condução. As engrenagens são acionadas pela alavanca de câmbio e, quando selecionadas, transferem o torque do motor para as rodas.
  5. Alavanca de câmbio: é usada para selecionar e engatar as diferentes marchas no câmbio. Ao mover a alavanca, os garfos internos do câmbio mudam a posição das engrenagens, selecionando assim a marcha desejada.
  6. Eixo de transmissão: responsável por transmitir o torque do câmbio para as rodas do veículo. Ele conecta a saída do câmbio à entrada do diferencial, que distribui a potência para as rodas.
  7. Diferencial: componente que permite que as rodas girem em velocidades diferentes durante as curvas. Ele distribui a potência do eixo de transmissão para as rodas de maneira adequada para garantir a tração e a estabilidade do veículo.

Quantos km dura o câmbio manual? 

Considerando o prazo médio para troca do conjunto de embreagem, este cuidado deve ser feito a cada 60.000 quilômetros rodados. Vale ressaltar que este prazo pode ser maior ou menor, a depender do modelo do veículo e, sobretudo, do estilo de condução do motorista.

Qual a marcha para subir uma ladeira? 

Vale o ensinamento dado pelo Centro de Formação de Condutores (CFC): a melhor marcha para subir uma ladeira é a primeira, pois confere mais força para que o automóvel possa sair do lugar.

Qual a marcha para descer? 

Já para descer ladeiras, o indicado é usar a segunda marcha, pois o veículo estará sofrendo a força da gravidade. Lembre-se: a primeira marcha é apenas para que o carro possa sair.

Atenção, amigo condutor: nunca desça uma ladeira além da quarta marcha – o ideal é utilizar, no máximo, até a terceira, para que dê tempo de frear com segurança, em caso de imprevistos no trânsito.

 

Qual a marcha que gasta mais combustível? 

Não existe uma marcha no câmbio capaz de reduzir o consumo de combustível. Mas vale a pena ter em mente que a recomendação é que o motorista mantenha velocidade constante, entre 40 km/h e 70 km/h, e escolha pela quinta marcha em terrenos planos.

Pode sair de segunda marcha na descida? 

Resposta direta e reta: não, não é possível sair de segunda marcha em uma ladeira. Quando o condutor opta pela segunda marcha na descida, esta marcha sobrecarrega o disco e pode inutilizar completamente toda a embreagem, independentemente da quantidade de quilômetros rodados.

A recomendação é sair com a primeira marcha (de força) e depois mudar para a segunda marcha.

Como saber se o câmbio manual está ruim? 

O carro comunica alguns sinais quando o câmbio manual está ruim. São eles:

  1. A marcha arranha antes de engatar.
  2. Há um grilo que some ao pisar na embreagem.
  3. As marchas escapam e a alavanca retorna ao ponto-morto.
  4. Há trepidação ao arrancar com o veículo.
  5. A alavanca se movimenta.

O que faz quebrar a caixa de marcha? 

Todo motorista deve se atentar aos cuidados com o veículo – e isso inclui o bom trato com o câmbio de transmissão. Confira o que pode contribuir para a quebra de uma caixa de marchas de um veículo automotor. 

  1. Uso inadequado da embreagem, como fazer arrancadas bruscas, soltar a embreagem repentinamente ou “queimar” a embreagem ao segurar o pedal parcialmente pressionado.
  2. Realizar engates bruscos ou agressivos e trocar as marchas sem sincronizar corretamente as rotações do motor e a velocidade do veículo.  
  3. Carregar o veículo além de sua capacidade máxima recomendada coloca uma carga excessiva sobre os componentes da transmissão, aumentando o risco de falhas e quebras.
  4. A falta de lubrificação adequada da caixa de marchas, a não realização das trocas de óleo recomendadas ou a presença de óleo contaminado podem levar ao desgaste acelerado dos componentes internos e à falha da caixa de marchas.
  5. Acidentes de trânsito, choques, impactos na parte inferior do veículo ou passar por buracos e obstáculos com força excessiva.
  6. Ao longo do tempo, os componentes internos da caixa de marchas, como rolamentos, sincronizadores e engrenagens, podem se desgastar devido ao uso contínuo. Eles devem ser substituídos ou reparados adequadamente.
  7. Problemas no sistema de embreagem, como platô de pressão danificado, disco de embreagem desgastado ou cilindro mestre com vazamentos, podem colocar uma carga excessiva na caixa de marchas e causar danos aos componentes internos.

Como saber se falta óleo no câmbio manual?

É necessário verificar o nível do óleo quando o veículo ainda estiver com o motor quente. Vale reforçar que é importante que esta avaliação seja feita por um mecânico profissional, que terá a capacidade de executar o serviço com segurança. Lembre-se: cada carro tem um local específico para a verificação do nível de óleo no câmbio.

 

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Written by

Alessandra Comitre

Jornalista formada há mais de 15 anos, com 12 anos de experiência em produção e criação de conteúdo, edição de texto, e gestão de pessoas. Atualmente atuo como redatora e produtora de conteúdo SEO freelancer.

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